"Após uma explanação e até leitura do material, ele pode pegar instrumentos simples como uma pá de corte, bandeja e ir até o campo fazer um diagnóstico simplificado", explica o pesquisador da Embrapa.
"Após uma explanação e até leitura do material, ele pode pegar instrumentos simples como uma pá de corte, bandeja e ir até o campo fazer um diagnóstico simplificado", explica o pesquisador da Embrapa. | Foto: Gina Mardones



Além das pragas e doenças, outro assunto que os produtores têm ficado mais atentos, sem dúvida, é o solo. Para atender essa demanda tão importante – a base de qualquer sistema de produção agrícola – instituições de pesquisa estiveram no evento para mostrar novas tecnologias e também aquelas que já têm uma tradição na cadeia, mas podem ser mais utilizadas.

Sem dúvida, a que mais chamou a atenção durante o SuperAgro foi desenvolvida pela Embrapa no ano passado e se chama Diagnóstico Rápido da Estrutura de Solo (DRES). Como o nome já diz, o processo permite que o produtor tenha um diagnóstico rápido do estado físico do solo por meio da visualização e manuseio da amostra, muito simples, e que foi pensada para que o próprio produtor execute no campo. "Após uma explanação e até leitura do material, ele pode pegar instrumentos simples como uma pá de corte, bandeja e ir até o campo fazer um diagnóstico simplificado da sua área e entender como está seu solo fisicamente e, partir daí, fazer a tomada de decisão", explica o pesquisador da Embrapa, Osmar Conte. "Todos estão conscientes que o solo é importante e que o plantio direto não resolve tudo", relata.

Já o agente de ciência e tecnologia do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Ronaldo Rossetto, salienta a importância do consórcio milho safrinha e braquiária. "O produtor colhe o milho em junho e a partir daí tem a braquiária como massa de cobertura e também pode usá-la para o gado fazer pastejo. Tem muita gente que ainda acha que estamos jogando grama na lavoura, mas a raiz dela chega a um metro de profundidade (ajuda na descompactação) e ainda no controle da buva, 'abafando' as ervas daninhas. Já trabalhamos com esse sistema há dez anos e já vimos um potencial de melhora de 8 a 10 sacos (por alqueire) a mais de soja. Se pensarmos na conservação de solo, é muito interessante", complementa. (V.L.)

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