Dia de campo em PD deu origem à Expotécnica
A história da Expotécnica se confunde com a do agricultor Cláudio D'Agostini que há 10 anos cede três alqueires de sua propriedade para o evento. A área tem soja no verão e, depois da colheita, recebe aveia para produção de palhada onde ficam os estandes.
Cláudio D'Agostini não ganha nada para ceder o terreno. Ele destaca que o conhecimento que é divulgado no local já compensa e faz questão de destacar que o evento não seria realizado sem o empenho dos técnicos da Emater.
Antes de ser agricultor Cláudio foi caminhoneiro. Em 1976 comprou a propriedade onde hoje é realizada a Expotécnica. Na época foram 11 alqueires, área que ampliou, com dinheiro da agricultura, para 110 alqueires.
Junto aos técnicos da extensão rural Cláudio participa do plantio dos canteiros que serão usados na demonstração de cultivares de trigo e outras culturas, como a mamona, que este ano foi uma das novidades do evento e teve ser plantada em abril.
A idéia de fazer a exposição na sua propriedade, conta o agricultor, surgiu quando um técnico da Emater o procurou para fazer um dia de campo sobre plantio direto. O primeiro reuniu 300 produtores e cinco empresas. Este ano a estrutura foi montada para receber até cinco mil produtores e 100 empresas de insumos, máquinas e equipamentos.
Desde a primeira exposição até hoje, com o interesse de produtores, técnicos e empresas, o evento cresceu, reconhece Claudio D'Agostini, junto com o sistema de plantio direto. ''Hoje 98% dos agricultores adotam o sistema de cultivo aqui na região.''
D'Agostini credita ao evento muito de sua evolução como agricultor: ''no plantio convencional da soja se colhe cerca de 90sacas/alqueire, quando o ano corre muito bem; com plantio direto é possível obter média de 148 sacas, havendo talhões em que a produtividade chega a 162 sacas.'' garante. No caso do trigo a expectativa de Claudio é colher nos próximos dias 140 sacas por alqueire.





