Da Redação
O objetivo inicial do Copati era trabalhar pela recuperação e preservação do Rio Tibagi, mas a entidade transformou-se numa agência de serviços ambientais da bacia, que ocupa 24.711,77 quilômetros quadrados em 52 municípios.
Hoje, o Copati trabalha na gestão ambiental, proteção da biodiversidade, recursos hídricos, educação ambiental e comunicação. Uma mudança estatutária em 1996 permitiu a associação de instituições públicas e privadas. Antes, apenas os municípios da bacia e parceiros, como a Klabin, podiam participar, o que submetia o consórcio à dependência financeira do Poder Público, limitando seu trabalho.
Segundo Marcelo Mafra, secretário-executivo do Copati, este é ‘‘o principal aliado na defesa do projeto de lei que institui a política estadual de recursos hídricos e cria o sistema paranaense de gerenciamento de recursos hídricos’’. O projeto é consequência de lei nacional, sancionada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso em 97, e vem assegurar autonomia do Estado, para que os próprios paranaenses possam gerenciar seus recursos hídricos. É que mais de 85% deles são drenados para rios de domínio federal e, conforme a lei da União, ficariam sob a responsabilidade de Brasília.
ParanáO projeto do Paraná muda a situação e garante o gerenciamento pela uma estrutura do próprio Estado. De acordo com o projeto, cada uma das 14 bacias hidrográficas poderá ter um grupo organizado pela sociedade para planejar as ações e executar trabalhos visando a recuperação, preservação e qualidade da água. O Copati é o candidato com maior potencial para assumir, por meio de contrato de gestão, a função de Agência da Bacia do Tibagi, especialmente, porque o consórcio já incorporou o conceito de gestão ambiental, ou seja, uma visão global do meio ambiente.
Segundo Marcelo Mafra, quando se fala em gestão ambiental, fala-se em ações que motivem comportamentos ambientalmente corretos. ‘‘Essa nova visão é decorrente do conceito de desenvolvimento sustentável, que prega a busca simultânea da eficiência econômica, justiça social e harmonia ecológica’’, diz Mafra. Como exemplo , pode-se citar o projeto de Emissão Zero, implantado pela Kaiser, Transporte de Cargas Perigosas, adotado pela Rodonorte, e que nasceu de um projeto maior, visando a recuperação das nascentes do Tibagi.
HistóriaO Copati foi oficialmente criado em 89, após discussões entre as prefeituras de Ibiporã, Jataizinho, Surehma e pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina. A idéia inicial era repovoar o Rio Tibagi, do qual os pescadores já não conseguiam tirar o sustento de suas famílias. Mas, nos debates surgiu uma questão que mudaria os rumos do trabalho: por que os peixes estão sumindo do Tibagi ? Ficou claro, então, que era preciso fazer um diagnóstico das causas, para combater as consequências. O resultado foi um convênio entre Universidade Estadual de Londrina, Copati e Klabin, que financiou o projeto de estudo sobre a flora e fauna do rio.

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