Determinação para continuar na atividade
Na agroindúdtria familiar Agro-Boa, localizada em Sertanópolis, são produzidos 13 itens, entre compotas e conservas doces e salgadas. O carro-chefe é o doce de mamão enroladinho com calda. O mix ainda conta com delícias como o doce de laranja em calda, doce de abóbora com coco, conserva de jiló, conserva mista. Toda a matéria-prima vem dos sítios das duas mulheres que 'tocam' o negócio: Cleci Dias Calegari e Marli. Elas fazem de tudo um pouco, desde colher até preparar os produtos. E contam com a ajuda das famílias em todas as etapas.
''É preciso gostar muito da atividade para não desistir. E eu gosto'', confessa Cleci, que faz parte da Agro-Boa desde a sua formação há cinco anos. Na época, rememora, um grupo de 13 mulheres, com o apoio da Emater, decidiu dar início à agroindústria. ''Mas agora somos apenas duas. Por isso eu digo que é preciso gostar da tarefa e ter força de vontade'', reforça a produtora, que precisou e ainda precisa enfrentar muitas dificuldades para dar conta do recado.
Ao relembrar sua trajetória, Cleci aponta a participação em mais de 25 cursos, inclusive fora do Paraná, entre eles o de manipulação de alimentos. ''Precisava me capacitar'', destaca. Também houve a necessidade de adaptar o local onde os alimentos são manipulados, de acordo com as normas da Vigilância Sanitária, e ainda tomar um empréstimo no valor de R$ 18 mil. ''Foi nesse momento que muita gente desistiu. Mas era preciso comprar equipamentos, reformar o local. Tive que enfrentar e não me arrependo'', revela Cleci, fazendo questão de dizer que o apoio e incentivo de instituições como Seab, Emater e Sebrae foram fundamentais.
A certeza de que não errou na decisão e que trilha um bom caminho, chega em momentos como a Feira Sabores do Paraná, quando tem contato com os consumidores e pode perceber que o que produz tem sabor e é importante. ''É muito gratificante transformar os alimentos, faço tudo certinho e com amor. Sei que se ficar bom uma pessoa fala para 10, mas se não ficar uma fala para 50'', brinca Cleci. E, na sua simplicidade, diz que às vezes fica olhando para cada pote de doce e pensando que cada um deles tem seu segredo. Qual é o segredo? ''O prazer com que foram manipulados'', responde. (E.Z.)





