Destaque para novas tecnologias
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sexta-feira, 10 de outubro de 1997
Vânia Casado Curitiba 
A Feira do Paraná abre oficialmente hoje, dia 11, com a expectativa de movimentar US$ 20 milhões na venda de animais, máquinas e serviços. O tema central será Alimentos - Tecnologia - Máquinas e Embalagens, definido em função da importância do agribusiness paranaense. A expectativa esse ano é que a venda de máquinas supere a comercialização de animais como aconteceu na Feira de Esteio, esse ano, que sempre dá o tom da comercialização agropecuária no resto do País. A elevação na venda de máquinas e implementos revela que os pecuaristas estão mais interessados em modernizar a propriedade para conseguir mais produtividade, justificou Natalino de Souza, um dos coordenadores da Feira.
O Parque Castelo Branco, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba onde ocorre a Feira do Paraná, foi remodelado e preparado com infra-estrutura para o recebimento de aproximadamente 250 mil pessoas, que é o público esperado pela organização. Este ano estão em exposição 5.300 animais entre gado de corte e leite, búfalos, cavalos, ovelhas, cabras, suínos, aves, abelhas, chinchilas e escargots.
MudançasA novidade da Feira do Paraná esse ano é que os bovinos não estarão em exposição desde o início da feira como ocorria tradicionalmente. A coordenação decidiu reduzir a participação desses animais para reforçar o aspecto da qualidade e também para reduzir o estresse nos animais, provocado pelo longo período de exposição.
Na nova modalidade os bovinos chegam ao parque somente na terça-feira, dia 14. A intenção é forçar uma seleção por parte das Associações de Criadores que terão a vantagem de arcar com custos menores em consequência da redução do tempo de permanência de 10 dias para 5 dias no parque, argumentou Souza.
Já a participação de equinos surpreendeu a coordenação da Feira. Houve uma disputa pelas baias que se esgotaram antes do prazo previsto. Os equinos vão ocupar as 350 baixas do Parque Castelo Branco em dois turnos e foram alugadas mais 150 baias para abrigar os animais selecionados. Essa disputa também levou as associações a serem mais rigorosas na hora da seleção, observou Souza.
Um dos cenários mais atraentes para o público é a Fazenda Modelo, onde produtores e visitantes vindos de outras cidades têm a oportunidade de conhecer as modernas tecnologias em horta comercial, fruticultura e culturas de plantas medicinais, aromáticas e condimentares. Outra novidade da fazenda modelo é a produção orgânica de alimentos.
TecnologiasOs eventos técnicos estão programados para os 10 dias de Feira do Paraná, sendo que o ponto alto é o Seminário Internacional sobre a Cadeia Produtiva do Leite, com a participação do especialista Charles Gendron, enviado pelo Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Rural da França. Ele vai falar sobre o pagamento ao produtor de acordo com a qualidade do leite.
O curso sobre criação de avestruzes é um dos destaques e está programado para os dias 17 e 18. Será ministrado pela equipe técnica da empresa paulista Brasil Ostrich, especializada na importação de animais, assistência técnica e elaboração de projetos para criação de avestruzes. A empresa é sediada em Analândia, interior de São Paulo.
Segundo o zootecnista Marcelo Eduardo Kornfeld o curso vai abordar as vantagens econômicas e técnicas da criação de avestruz. O objetivo é difundir essa atividade nos estados do Sul. Segundo Kornefeld, a criação de avestruz está sendo introduzida recentemente no país e segundo ele, é muito promissora, principalmente para quem se dedicar à criação de reprodutores nos próximos três ou quatro anos.


