O desmatamento da Amazônia Legal, medido pelo INPE no período 1999-2000, chegou a 0,56%. Isto equivale a uma área de 19.836 km2. A taxa representa uma área devastada em relação à área total de floresta. A área desflorestada no período foi 14,9% superior ao período anterior (1998-1999).
A estimativa foi calculada sobre amostra de 229 cenas que cobrem a Amazônia Legal, englobando principalmente MT, PA e Rondônia, onde o ritmo de desflorestamento foi maior que nos outros Estados da Amazônia Legal. O INPE divulgou também a taxa média de desflorestamento bruto para o período, de 0,48%. A margem de erro foi, no ano de 99-2000, de 2%. Os dados de desflorestamento são divulgados anualmente, através do Projeto PRODES, do INPE.
O médico João Dias Ayres, de Londrina, vem desenvolvendo campanha pelo reflorestamento. Começando pelo Estado do Paraná, que tem apenas 7% de sua Mata Atlântica; reservas legais, como a de Foz do Iguaçu e capoeirões. O que existia antes, baixou pela metade e sumiram os mais amplos pinheirais do Estado.
Tanto que o próprio médico possui uma pequena propriedade em Tamarana, região de Londrina. As pinhas caídas são destruídas pelos animais silvestres. Nem chegam a vingar. A gralha azul, símbolo antigo da araucaria, por ser responsável pelo enterrio da pinha (depois ela se esquece de onde colocou as pinhas).
O povo da floresta está por aí, aguardando assentamento ou posse definitiva da terra, na Amazônia e no Paraná mesmo. Na Amazônia, diz o médico, os agricultores plantam a soja, mas logo a abandonam; plantam grandes extensões de capim e acabam abandonando tudo. É que naquela região, está comprovado, o ambiente é sustentável, ou desaparecem os igapós, ou é impossível a convivência do boi e da soja com lavouras que não sejam sustentáveis da própria Amazônia. Dessa maneira, existe um solo muito raso e fofo, sem sustentação.
Nem o ‘‘pé do boi’’ escapa à insustentabilidade, e logo o casco do boi, o chamado boi-verde também desaparece. E é desse boi-verde que sai o hambúrguer americano. Um animal barato que no fim acaba sendo caro, devido à degradação da Amazônia. O Senado aprovou este mês Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do senador Jefferson Péres, estabelecendo a revisão da Amazônia Ocidental. Os novos Estados formariam o Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima. O senador Sebastião Roocha (PDT-AP) quer também o Amapá.
Este seria um grande Estado, pois apenas uma capital, Porto Velho, tem a maior população da Região Norte, com 334.585 habitantes, enquanto a região Manaus possui 1.403 habitaantes e Belém, 1.279.861. Em relação à Região Sul, , supera Canoas, RS; Maringá e Ponta Grossa. Na soma, apenas as capitais daquela região têm 3.989.928. A informação é do Estadão, que se diz o maior jornal de Porto Velho.
Com a posse da Fazenda Urupá, em Rondônia, os trabalhadores rurais amazônicos começam a projetar ações para instalar a lavoura. São cerca de 300 famílias beneficiadas com verbas do Procera – crédito para fomento e recursos financeiros para habitação – do movimento dos sem-terras (MST) que conseguiram a posse.
Os desentedimentos entre o pessoal do MST e o Incra vieram se arrastando, e agora tudo se resolve, no Assentamento Padre Ezequiel. Será retirada a placa da Fazenda Urupá, para colocar em seu lugar o nome do Padre Ezequiel. A CPT (Comissão Pastoral da Terra) deu quatro anos de assistência jurídica. Enquanto comemorava a posse da terra, a jovem Crisina, a Lua Cheia, caiu de um caminhão e morreu. Essas informações também são do Estadão, de Rondônia.

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