Desertificação no Brasil
O problema da desertificação no Brasil atinge a zona semi-árida e subúmida seca do País, cerca de 950.000 km2, localizados na região Nordeste e no Norte de Minas Gerais. A maior parte do semi-árido tem características físico-ambientais que limitam seu potencial produtivo, como a evapotranspiração elevada, ocorrência de secas, solos de pouca profundidade, alta salinidade, baixa fertilidade e capacidade de retenção de água reduzida.
Naquela região, onde, segundo o Censo de 1991, vivem 17.842.787 milhões de pessoas (42% da população nordestina), encontram-se os indicadores sociais mais alarmantes do Nordeste, por conseguinte, do Brasil.
A desertificação é a degradação das terras secas. Este processo consiste na perda da produtividade biológica e econômica das terras agrícolas, das pastagens e das áreas de matas nativas, devido às variabilidades climáticas e às atividades humanas.
As terras secas se adaptam às variações climáticas. Por definição, as regiões semi-áridas têm fortes limitações de água doce. As precipitações podem variar consideravelmente ao longo do ano e períodos de seca prolongada podem durar vários anos. Isto fez com que houvesse uma adaptação da flora e fauna à disponibilidade de água e umidade nessas regiões.
O crescimento da população e da densidade populacional contribui para a exploração dos recursos naturais para além de sua capacidade de suporte. O aumento da população, assim como das demandas por alimentos, energia
e outros recursos naturais, vem provocando importantes impactos na base de recursos naturais das regiões semi-áridas. Formas inadequadas de manejo da terra vêm provocando degradação dos solos, da vegetação e da biodiversidade. Agência Brasil

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