O agricultor Alcides Amadeu Simão, 39 anos, conta que iniciou a produção de mandioca por acaso. Como sempre trabalhou na roça, cultivava a raiz para o consumo da família. Há 10 anos, Simão errou nas contas e acabou plantando mais do que deveria. Consequentemente a produção chegou a 36 toneladas, muito mais do que o necessário para o consumo familiar. O excesso produzido foi vendido e, como o retorno financeiro foi bom, a cultura passou a ser valorizada.
Enquanto a plantação de soja e milho será baixa por causa da seca que afetou o desenvolvimento das plantas na região de Assis Chateaubriand, a plantação de mandioca, por ser mais resistênte e ter um ciclo mais longo, irá assegurar o sustento da família de Simão. ''A mandioca nunca o deixa na mão. Mesmo sem boas chuvas sempre produz alguma coisa'', defende.
Neste ano, o agricultor destinou cinco, dos quinze alqueires da propriedade, para a cultivar mandioca. Como a falta de chuvas, a plantação das mudas atrasou e a brotação as plantas foi prejudicada. ''Como tem bastante espaço entre as plantas, este ano a produção será boa'', brinca. Ele calcula que cada pé de mandioca irá produzir em média um quilo e meio do produto, entre 60 e 70 toneladas por alqueire.
Satisfeito com a cultura, Simão revela que conseguiu comprar uma outra propriedade, dobrando a quantidade de terras da família, com os rendimento conseguidos com a mandioca nos dez anos de produção.

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