A operação de ribeira, como é conhecida a preparação das peles para o curtimento, começa com a lavagem do couro verde para a retirada do sal e hidratação parcial. Esse processo dura, em média, 24 horas. Em seguida, são retirados os excessos de carne e gordura num processo que demanda outras 20 horas de imersão da pele em um combinado de produtos químicos.
  ‘‘Nessa fase também é retirado o pêlo, por processo químico, sem danificar o couro’’, reforça o empresário Edson Souza. O curtimento propriamente dito ocorre em seguida, quando a pele permanece imersa em cromo por mais 20 horas. ‘‘Depois de curtida, a pele é dividida em duas partes: o couro e a raspa’’, informa. A raspa é comercializada, em média, por 20% do valor do couro.
  Todos os descartes dos processos químicos, explica Souza, são reaproveitados. A gordura é derretida em sebo pelo próprio curtume, que vende o produto para a indústria de sabonetes. Os recortes do couro são proteína pura e destinam-se às fábricas de gelatina e a raspa é usada na industrialização de aventais e luvas. ‘‘Parte das sobras da operação de ribeira também são aproveitadas na agricultura, como fertilizante’’, assinala.
  Desde o início das atividades, o curtume conta uma estação de tratamento de efluentes, conta Souza. ‘‘Parte da água é usada na própria indústria e o restante é devolvido limpo ao rio Bandeirantes.’’ (M.G.)

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