Desbaste e controle químico são eficientes
O fato de podar as árvores em determinado período, chamado de desbaste, pode favorecer o não aparecimento da vespa-da-madeira. Segundo o diretor-executivo da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre), Carlos Mendes, esse tipo de manejo garante que a planta não sofra estresse. Ele completa que a medida ainda contribui para engrossar as toras.
Mendes completa que quando as árvores estão mais perto umas das outras elas ficam mais suscetíveis à vespa porque ficam estressadas. "Como o mercado de madeira fina está em baixa, muitos produtores não estão fazendo o desbaste, deixando as árvores no campo. Isso pode gerar um grande problema e promover o aparecimento da praga", salienta o diretor. O desbaste é um tipo de manejo caro, mas necessário, destaca ele informando ainda que o manejo inadequado é um dos principais fatores que contribuem para a proliferação do inseto. "A vespa é como a formiga, não acaba, mas tem controle."
Controle químico
Neivo Luiz Piana, engenheiro florestal da empresa madeireira Água Florestal Indústria de Madeira Ltda, localizada em Ponta Grossa (Campos Gerais), destaca que o uso de armadilhas químicas também é muito eficiente. Ele recomenda o estresse de cinco árvores a cada 25 hectares. Para cada grupo, ele reforça que é preciso destinar uma para numeração que indicará onde estão as armadilhas. Atualmente a praga está presente nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais. (R.M.)





