FundecitrusLaranja saudável ao lado de outra atacada pela CVC: frutos ficam queimados pelo Sol, duros e com tamanho reduzido.Até alguns anos atrás, os problemas econômicos eram os que mais preocupavam pesquisadores e produtores de cítricos no País. Atualmente, as atenções se voltam para a área de fitossanidade. Três doenças, em especial, se tornaram um desafio para o setor:
Cancro cítrico - (Xanthomonas exonopodis pv. citri): houve intensificação do ataque da doença na região citrícola de São Paulo. Ao que tudo indica, a comunidade se descuidou, pois estava mais preocupada com a CVC (amarelinho). Pretende-se erradicar os focos rapidamente, mas o problema deverá ser a praga minadora, que dominou a citricultura no último ano e que facilita o ataque do cancro cítrico. O apoio dos produtores é fundamental para o sucesso da erradicação.
Amarelinho ou CVC- Clorose Variegada dos Citros (Xylella fastidiosa): doença bacteriana, transmitida por diversas cigarrinhas; já ataca mais de 20% das propriedades paulistas e está presente em focos em diversos Estados. Estima-se que só em São Paulo, este ano, os prejuízos atinjam R$ 200 milhões. Os produtores tentam controlar, podando os ramos doentes, pulverizando inseticidas nas cigarrinhas e produzindo mudas em estufas isentas de bactérias, embora o preço das mesmas seja triplicado. Pesquisadores pedem que os produtores procurem plantas resistentes nos pomares atacados, para que sejam estudadas.
Bicho-furão - (Ecdytolopha aurantiana): o ataque é grande em todas as regiões. O manejo integrado de pragas deverá ser melhorado, com a produção em massa do parasitóide Trichogramma prefiosum, pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, de Piracicaba (SP). (S. L.)

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