Produtores paranaenses deixaram por um dia as preocupações com o rendimento da safra, produtividade no campo, mercado interno e Bolsa de Chicago - que fazem parte da rotina da agricultura - para uma atividade diferente. Cerca de 500 produtores participaram de um rally de regularidade pelas estradas e propriedades do Paraná. Grupos partiram de Londrina, Guarapuava e Cascavel, com destino a Maringá, no Noroeste do Estado. O evento foi promovido pela empresa FMC, multinacional da área de herbicidas, inseticidas e fungicidas.
Ao lado do desafio de cumprir a rota num tempo cronometrado em minutos, o que exigiu habilidades específicas do motorista e do navegador, os produtores tiveram acesso a informações sobre um dos herbicidas do portifólio da indústria. ''É um dia de campo interativo'', descreveu Carlos Possobom, um dos coordenadores do evento.
Olhar o cronômetro, controlar a velocidade e o tempo exato para ultrapassar alguns pontos do trajeto, e ainda as conversões a serem feitas em rodovias ou estradas de terra exigiram a atenção do navegador. Ele teve que se familiarizar com cronômetro, GPS e hodrômetro (instrumento que indica as distâncias percorridas) e avaliar as informações simultaneamente para indicar o próximo passo. Ao motorista, coube a incumbência de atender as informações que vinham do parceiro de equipe e conduzir com habilidade o carro por estradas acidentadas, tomar decisões sobre ultrapassagens nas rodovias e, ao mesmo tempo, manter a velocidade exigida para cumprir o desafio.
Fábio Romero, produtor de soja e milho de Tamarana, participava pela primeira vez de um rally de regularidade. ''Está ótimo. É bom porque temos informações e nos divertimos'', afirmou. Sobre o companheiro de equipe, Reinaldo Guedes Bucker, agrônomo que presta assistência na sua propriedade, avaliou: ''Está indo bem, aos poucos vamos nos acertando''. Bem humorado, o navegador disse estar gostando. ''Mas é mais fácil preencher um receituário'', afirmou.
Com a segurança obtida em vários rallies, Alexandre Fragoso da Costa Filho, de Londrina, assumiu o posto de navegador em um dos carros. ''Para mim é mais tranquilo. É preciso prestar atenção às indicações da planilha, porque é fácil confundir os ícones e placas'', disse ele, na primeira parada do roteiro. Poucos quilômetros antes, alguns carros haviam errado o caminho.
Ter contato com novas tecnologias, conhecer pessoas e trocar experiências foram as vantagens citadas por Sérgio Otaguiri, diretor da cooperativa Integrada, que acompanhava um grupo de associados. ''Além do conhecimento, temos diversão'', resumiu.
Em cada uma das três paradas feitas até Maringá, houve demonstrações do herbicida, indicado para o controle de lagarta e percevejo da soja. Os participantes do rally foram convidados a fazer o teste da batida de pano nos campos de testes da empresa para averiguar a ocorrência das pragas. Foram visitadas a fazenda Figueira, em Ibiporã; fazenda Santo Antônio, em Cambé; e fazenda Ferreira, em Doutor Camargo.
Após um dia inteiro de aventura, surpresas e diversão, os grupos chegaram a Maringá. O primeiros colocados foram agraciados com troféus, medalhas e louros, distribuídos num jantar de confraternização.

mockup