Começa segunda-feira, 24, o 3º Seminário Internacional sobre Biotecnologia na Agroindústria Cafeeira. Será no Parque de Exposição Governador Ney Braga, em Londrina. A organização do evento espera reunir, até a sexta-feira, 28, data de encerramento,600 participantes de toda a cadeia produtiva do café.
No temário do evento questões ligadas à qualidade, biotecnologia para melhoramento genético e de plantas, subprodutos, tratamento de resíduos, modelo adensado, controle biológico, clonagem, entre outras.
O pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Tumoru Sera, que está na comissão organizadora, avisa que haverá tradução simultânea para quatro idiomas, durante as palestras.
Aplicação imediataAs questões a serem abordadas, segundo o coordenador, deverão ser de aplicação a curto prazo, ‘‘importantes para a valorização do produto brasileiro no mercado interno e externo, nos próximos 10 anos.’’ De acordo com Sera, produtores e comerciantes de café têm que se aproximar mais e trabalharem juntos para a organização de toda a cadeia produtiva.
Um dos destaques, segundo Sera, serão os trabalhos sobre novas variedades de café, classificados como especiais, resistentes a pragas e doenças, de características melhoradoras em qualidade e redução de custo de produção.
Uma das exigências futuras do mercado consumidor do café no mundo, garante Tumoru Sera, como Europa, Japão e Estados Unidos, está na qualidade e tamanho dos grãos, ausência de micotoxinas e pequenas diferenças na qualidade sensorial. O pesquisador explica que a bebida de café fino, tipo bourbon, é cada vez mais uma exigência de mercado internacional.
No Brasil, segundo o pesquisador, existem variedades e condições para gerar a produção de cafés finos.‘‘Mas, é preciso manter um equilíbrio na produção. Temos que nos fixar como fornecedores de café e não apenas vendedores.’’
Produção superiorOutro tema a ser abordado durante o evento é o uso da clonagem do café para substituir lavouras plantadas por sementes. A clonagem, explica o pesquisador, pode ser feita através de folhas do café, pelo enraizamento de mudas, resultando em imensas lavouras de ‘‘genótipos híbridos com produção 20% superior.’’
‘‘O custo de produção da lavoura clonada é maior, mas pode compensar pela produção superior e resistência das plantas a pragas e doenças como bicho-mineiro, nematóides e ferrugem, entre outros’’, afirma o pesquisador. Segundo ele, a tecnologia foi gerada no Brasil, mas aplicada primeiro em países da Europa e América, antes de ser implantada no País, onde já existem alguns cultivos experimentais. ‘‘Agora temos que tirar o atraso’’, afirma.

mockup