Depois de safra chuvosa, Centro-Sul espera recuperação


O município de Paula Freitas (Sudeste) é um dos principais do Estado na produção do tabaco, com cerca de 310 produtores e uma área de 700 hectares. Diferentemente do ano passado que teve quebra de produção acentuada devido às chuvas frequentes durante o ciclo a expectativa para a safra 2016/17 é de recuperação.
O extensionista do Instituto Emater, João Dozorec, explica que se espera uma qualidade boa do tabaco na região, com produtividade entre 2,3 mil e 2,5 mil quilos por hectare (kg/ha). "Ano passado fechamos em 1,5 mil kg/ha porque as precipitações foram intensas. Como tivemos a falta do produto, o preço pago acabou compensando na região, fechando na faixa de R$ 9 o quilo. Para esta safra, com um volume maior de produção, o preço ainda está incerto, mas o fumicultor espera pelo menos R$ 8 o quilo", explica ele.
Marcelo Kovalhuk tem uma área de quatro alqueires em Paula Freitas, que divide entre a produção de trigo e 90 mil pés de tabaco. Ano passado ele teve uma quebra de 50% da produção devido às chuvas e colheu em torno de 10 toneladas. Na atual safra plantada em setembro e que será colhida em dezembro ele espera atingir a marca de pelo menos 20 toneladas. "A rentabilidade do fumo é muito boa. Ano passado mesmo com a quebra, eu e minha esposa conseguimos cerca de R$ 2,5 mil mensais cada, vendendo o produto a R$ 9 o quilo. Este ano, mesmo não sabendo como ficará os valores, espero uma renda melhor".
Já Valdomiro Pires, que também é pequeno produtor, trabalha numa área de apenas um alqueire, com 40 mil pés de tabaco. Ano passado a colheita foi de 2,5 mil toneladas, mas nesta safra espera pelo menos o dobro disso. "O fumo não é uma cultura fácil, é muito trabalho envolvido, mas para o pequeno produtor como eu ainda é uma saída. Se tudo continuar correndo bem, vou conseguir um faturamento entre R$ 20 mil e R$ 30 mil nesta safra". (V.L.)





