Demanda por grãos especiais é promissora
Dados da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) indicam que a demanda por grãos especiais está crescendo em torno de 15% ao ano no Brasil. O segmento representa atualmente 12% do mercado internacional da bebida, sendo que o valor de venda para alguns cafés diferenciados oscila 30 e 40% acima dos preços praticados em relação ao café convencional.
Em alguns casos, dependendo da qualidade, essas cotações chegam a ultrapassar 100% em comparação ao preço do café normalmente vendido para os consumidores em geral. Os principais mercados externos são o Japão, União Europeia e Estados Unidos. Mas existe ainda um longo caminho a ser percorrido pelos produtores de café orgânico especial: das 20 milhões de sacas consumidas no Brasil, por ano, estima-se que apenas um milhão seja de cafés especiais.
A área total de produção de café na Bahia, no ano passado, foi de aproximadamente 142 mil hectares, envolvendo 167 municípios dos quais 80 têm grande importância no cenário cafeeiro do Estado gerando 250 mil empregos. A grande maioria das propriedades, 86% do total, está vinculada a pequenos produtores, sendo que apenas 5% representam áreas superiores a 100 hectares, concentradas no Oeste baiano, onde a atividade é empresarial. A produtividade média é de 16 sacas por hectare: no Cerrado fica em 39,6 sacas/hectare, enquanto que no Planalto é de 8,1 sacas/hectare. (Reportagem Local)





