Considerando a atual produção mundial de 200 milhões de toneladas, para a próxima temporada comercial do grão, de setembro de 2004 a agosto de 2005, e a taxa de crescimento da demanda que tem sido de 5,3% ao ano, será preciso, pelo menos 210 milhões de t para o consumo. O Brasil é um dos poucos países em condições de atender a essa demanda.
Para o pesquisador da Embrapa Soja, Antônio Roessing, o aumento de consumo no mundo deve levar em conta não só o crescimento populacional, mas a situação economômica dos países importadores. O mais relevante é considerar uma certa estabilidade econômica pela qual passam os países em crescimento, como a China, por exemplo, que jamais poderá produzir sua demanda por alimentos. Mas, pode comprar.
O pesquisador lembra, no entanto, que é preciso cautela e planejamento. Ele cita a crise econômica de 1997, que provocou quebra em países que tinham alta demanda por alimentos. Especialmente na região dos chamados Tigres Asiáticos, como Singapura e a própria China, as importações foram reduzidas.
Hoje a demanda é contínua devido ao estabelecimento econômico de países emergentes do Leste Asiático; sem esquecer a União Européia, que reúne 15 países, liderados pela Alemanha, Holanda, França, entre outros, que são os maiores importadores de soja no mundo. Eles compram 45 milhões de t/ano e produzem apenas 1 milhão de t, debaixo de fortes subsídios, só para a manutenção de seus agricultores.

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