O potencial de venda da ostra nativa é alto. Em Curitiba, por exemplo, boa parte da demanda é abastecida com o molusco catarinense. ''Nosso objetivo também é incentivar o fomento da atividade com a migração da pesca para a ostra. Isso acontecendo, os cardumes sofrerão menos impacto. Com estoque maior, o custo de produção do pescador também cai. A cada ida para mar, o barco voltará mais cheio, ao contrário de hoje, que o pescador gasta o mesmo tanto e não tem retorno'', analisa Muehlmann.
Os projetos de legalização de áreas para o cultivo realizados pela Emater, preveem metragem o suficiente para que o ostreicultor lucre cerca de dois salários mínimos mensais. ''Este valor foi fixado pelos pescadores do Litoral'', comenta Muehlmann, ao lembrar que o fornecimento das sementes é importante para manter o pescador na atividade, principalmente os menores, que dependem do cultivo para sobreviver.
A ostreicultura, no Paraná, ainda é tímida em comparação à Santa Catarina, maior produtor nacional. Lá, chega-se a 14 mil toneladas de moluscos por ano. Por aqui, não há um volume definido, segundo informações da Emater que também afirma a aptidão de todo o Litoral do Estado para o cultivo, inclusive em mar aberto. (C.P.)

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