Demanda crescente num mercado concentrado
A demanda por produtos pecuários até 2010, na previsão de Guilherme Dias, deverá ser de 35% para a carne de primeira e de 22% para a carne de segunda. O equilíbrio dessa diferença se explica em parte pelo consumo fora do domicílio (+40%) das carnes de primeira e aponta uma desvalorização da carne de segunda no mercado atacadista, que será destinada e sustentada no mercado de alimentos preparados (+45%) e enlatados e conservas (+37%).
Prevê ainda que os setores industriais ficarão mais concentrados do que os vendedores e haverá uma tendência acentuada pela certificação e segurança alimentar. Estes acertos de consumo, de demanda e de mercado, no entanto, segundo o professor, terão que ser feitas com a tal certificação de qualidade da carne. A segurança deve ser dada não só para o produto destinado ao mercado externo, mas também para a carne que é consumida no País. Sem isso não será possível aumentar o consumo interno ou pensar em exportação.





