A presença de pragas, fungos e microtoxinas nos armazéns pode trazer efeitos negativos para a produção. Mas o resultado da armazenagem depende também da qualidade conquistada no campo. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Pós-Colheita (Abrapos), Irineu Lorini, os problemas de estoque no Paraná são os mesmos que ocorrem em todo o País. ''Há deficiência de estrutura adequada para armazenagem e secagem dos grãos, bem como para o monitoramento da presença desses organismos. Mas o Paraná está melhor do que os demais estados no que diz respeito à garantia de qualidade pós-colheita'', avalia.
A Abrapos calcula que 40% dos armazéns presentes no País não são adequados para recebimento da safra, e prepara, juntamente com outros órgãos do governo federal, um plano nacional para melhora da armazenagem no Brasil. ''O investimento das cooperativas em ampliação das estruturas e em capacitação de mão de obra é um dos fatores que torna o Paraná o estado melhor preparado para recebimento de safra'', argumenta. Para Lorini, o ideal seria que a capacidade estática fosse 25% superior ao volume produzido. A Abrapos espera iniciar, ainda este ano, um levantamento nacional sobre as perdas causadas por má armazenagem.
Desde 1º de janeiro de 2012, foi imposta uma nova certificação a todas as unidades de recebimento do País. Até 2017, os estabelecimentos devem cumprir medidas de segurança e qualidade, com investimento em equipamentos, estrutura e pessoal, para conquistar a certificação. A fiscalização ficará a cargo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. ''Esse é um grande avanço para o Brasil, que vai garantir a qualidade do grão'', salienta Lorini.(M.F.)

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