Defasagem de preços deve se manter
Dos produtos agrícolas brasileiros, o arroz, na opinião do cerealista David Ramos de Menezes, é o único que mantém margem de lucro bastante defasada. ''O aquecimento dos mercados das principais commodities (soja, milho e trigo) interferiram nos preços de todos os tipos de insumos, prejudicando ainda mais os ganhos dos produtores'', observa.
Ele não vê perspectivas de alta para os preços do produto. Além da insistência do governo em garantir preços baixos para a cesta básica, nos supermercados o arroz é utilizado como chamariz de clientes. ''As grande redes vendem o arroz abaixo do preço de compra para trazer o cliente, e garantem os lucros com a venda de outros produtos, até mesmo supérfluos'', afirma.
O Paraná não tem tradição no cultivo comercial de arroz. No ranking da produção nacional ocupa o 12º lugar. As principais áreas produtoras estão no noroeste e norte do estado. Segundo o técnico Metódio Groxko, do Deral, nesta safra, o grão ocupou 19 mil hectares no sistema irrigado e 30 mil ha de lavouras de sequeiro. O volume de produção até agora foi de 109 mil toneladas irrigado e 57 mil toneladas de sequeiro. O País produz cerca de 12 milhões de toneladas de arroz e o consumo é estimado em 13 milhões.
Da região de Paranavaí saem 68% do arroz irrigado do Estado. A média de produção é de 5 a 6 mil kg/ha contra 1.800 a 1.900 kg/ha do arroz de sequeiro. (C.G.)





