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Londrina

Folha Rural 5m de leitura Atualizado em 03/11/2021, 19:19

DEDO DE PROSA| Mudança de habitat

PUBLICAÇÃO
sábado, 06 de novembro de 2021

Marina Irene Beatriz Polonio
AUTOR autor do artigo

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Estava na hora de pintar o muro. Mas ali “residiam” muitas de minhas orquídeas em um espaço retangular de um metro e meio de altura por quase seis de largura. Então, eu tive de retirá-las de seu habitat de onde, por anos forneceram-me a majestosa visão de uma tela viva a dar floradas lindas, vistosas e de aroma perfumado. Não apenas eu, mas os familiares e as visitas pudemos provar dos espetáculos florais por muito tempo.

Houveram, também, outros privilegiados com a existência desse quadro vivo no muro: os insetos e passarinhos que desfrutaram do imenso retângulo no qual encontravam, não apenas material para seus ninhos, mas também alimentos. Porém, todas as orquídeas ganharam um habitat mais apropriado.

Assim como minhas orquídeas mudaram de habitat, existe um certo aracnídeo entre nós que já há algum tempo vem mudando de habitat para se alimentar. Com isso ele está aterrorizando pessoas e até cidades por deixar vítimas fatais. Não, não estou me referindo a bicho grande, mas apenas a um bichinho pequeno, mas de veneno terrível, chamado escorpião.

Esse aracnídeo se alimenta de insetos porque é um carnívoro. De hábitos noturnos, ele é encontrado em locais que favoreçam o aparecimento de insetos como cupins, grilos, baratas, moscas, mutucas e pequenas aranhas.

Alguns dos locais onde costumam habitar são: telhas, tijolos, lajes e troncos empilhados, montes de pedra abandonadas, ou seja, são comuns em construções. Todavia, ultimamente os escorpiões estão buscando o ambiente doméstico para habitar. No escurinho e umidade de armários, guarda-roupas, debaixo de móveis, dentro de vasos e outros lugares que lhes possam oferecer proteção, eles entram, ficam e têm causado acidentes fatais ao inocularem pessoas com sua picada tão dolorosa. Portanto, se você quer que eles não adentrem sua casa, deve manter ralos bem tampados, terrenos limpos de troncos, pedras, de buracos e evitar o acúmulo de lixo para que ele não estabeleça seu habitat por aí.

Há cidade, aqui no Paraná, cujo prefeito resolveu fazer controle da onda de escorpiões que infestou o município usando galinhas. Até a população aderiu e passou a criar galinhas, porque galinhas e patos são dois predadores dos escorpiões.

Mas não pense que quem está na zona rural esteja livre da presença de escorpiões. Ocorre que algumas espécies vivem em ambientes como: florestas, pastagens, cavernas e sobre árvores.

Portanto, cuide-se e, caso aconteça algum acidente escorpiônico com alguém onde você mora, corram para um hospital porque só um médico pode ajudar.

Marina Irene Beatriz Polonio é leitora da Folha.

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