Adão Santo Daré começou a plantar café em 1995, e, desde então, não parou mais. Apaixonado pela atividade, o produtor, que tem raízes familiares na cafeicultura, descobriu que produzir um grão de qualidade é algo trabalhoso, mas compensatório. Com a devida dedicação, o produtor já ganhou sucessivos prêmios pela qualidade de seu café, inclusive o segundo lugar na categoria grão natural do concurso Café de Qualidade Paraná 2011, promovido pela Emater.
Para conseguir esses bons resultados, Daré cuida de seus pés de café como se fossem da família. De forma frequente, realiza vistorias minuciosas em seus talhões para verificar itens essenciais como o estado de adubação das plantas e se há algum foco de infestação da lavoura por pragas ou doenças. Até pouco tempo, o produtor confessa que desconhecia as técnicas aplicadas hoje por ele para a melhoria da qualidade e produtividade da lavoura.
Ele sublinha que uma lição que aprendeu com os técnicos da Emater foi que investir em um manejo adequado é garantir uma boa produção. O cafeicultor Mário Alex dos Santos, de Grandes Rios, também aprendeu com a Emater a realizar uma produção de alta performance. Em nove hectares de área plantada, o produtor produziu na safra 2011 por volta de 250 sacas de 60 quilos, a uma produtividade de 30 sacas por hectare.
Santos associa sua alta produtividade graças às mudanças que realizou em sua lavoura. Uma delas, explica ele, foi o aumento da adubação de seus cafezais. O engenheiro agrônomo da Emater, Nelson Menoli Sobrinho, responsável pela orientação dos produtores no município, aponta que a adubação orgânica por meio de cama de frango e outros dejetos de animais tem sido muito utilizada nas lavouras do município. Esse cuidado com a nutrição das plantas, segundo ele, tem feito a diferença na região.
Renovação
Mesmo com uma produtividade considerada elevada, Santos revela que o volume poderia ser ainda melhor se tivesse condições de fazer a renovação de parte de sua área plantada. ''Além das dificuldades financeiras, o relevo acidentado da região dificulta a renovação dos meus cafezais'', reclama o produtor. Esse problema, lamenta o engenheiro agrônomo da Emater, ainda é um desafio que necessita ser superado não só no município, mas em todo o Estado.
De acordo com dados da Emater, 25% das lavouras da região têm mais de 45 anos, 40% delas têm idades superiores a 35 anos e 35% acima de 20. Sobrinho completa que além da escassez de recursos financeiros, faltam mudas para repor os velhos pés de café.
Atualmente o município de Grandes Rios possui um viveiro municipal com capacidade de 150 mil mudas. Porém, já foi liberado uma verba de R$ 52 mil para ampliação do espaço. Quando finalizado, ainda sem data definida, o viveiro passará a ter capacidade para 300 mil mudas. (R.M.)

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