Aos 39 anos, Valdir Antunes, de Nova América da Colina, é um veterano na vida de peão. Morador da mesma fazenda desde os seis anos de idade, ele começou a trabalhar na lavoura com 12 anos. Em 1989, passou a lidar com os animais e nunca mais mudou de ofício.
A rotina cansativa é quebrada pela visitas constantes às exposições. ''Já cheguei a participar de 12 em um ano. Não tem conforto, mas aqui a gente descansa'', acredita. Em tempo de feira, a maior exigência é a vigilância constante. ''Os peões se revezam para dormir. Um sempre fica vigiando o gado'', relata ele, que cuida de animais cujo valor ultrapassa facilmente o salário ganho em um ano.
Filho de peão, ele tem três filhos que prometem seguir a trajetória iniciada pelo avô. O mais velho, de 18 anos, trabalha com o pai na fazenda. ''Já viajamos juntos para feiras durante as férias da escola. Ele gosta muito da profissão'', orgulha-se.
Peão há 13 anos, Aluísio Arruda, 44, passa os dias amansando, inseminando e tratando o gado de elite da fazenda onde trabalha em Nova Fátima. ''É um trabalho cansativo. Tem que gostar''. Casado e pai de dois filhos, ele já encaminhou a prole para a vida no campo. O mais velho, de 22 anos, é técnico agrícola no Mato Grosso. O mais jovem, de 18, também trabalha com gado. ''Ele quer estudar medicina veterinária'', disse.
Assim como a maioria dos colegas, Arruda ascendeu profissionalmente ao trocar o trabalho de diarista na lavoura pelo posto de peão. ''O salário é melhor e a gente ainda faz o que gosta'', opina ele, que, ao contrário dos peões mais jovens, jamais abandona o pavilhão quando viaja com o gado para exposições. (C.A.)

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