De pai para filho
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sexta-feira, 02 de julho de 2004
Reportagem Local 
Investir na família rural tem sido a meta de algumas cooperativas paranaenses. Mais do que palestras técnicas voltadas ao homem do campo, a idéia é difundir o conceito de cooperativismo entre mulheres e filhos de cooperados para garantir a continuidade das atividadas agrícolas familiares e também da própria entidade por meio de encontros municipais, regionais e estaduais.
Patrícia Gonzaga Romero, 21, cursa o último ano de administração de empresas e participa, há pelo menos um ano, dos encontros de jovens cooperativistas organizados pela Cooperativa Integrada, de Londrina. ''A agricultura é um ótimo negócio e sustenta este país, por isso, pretendo auxiliar meu pai na administração da fazenda quando terminar a faculdade'', disse. A propriedade de 77 alqueires em Jataizinho (21 km a leste de Londrina) produz soja, milho, trigo, gado de corte e leite para consumo.
Patrícia explica que os encontros focalizam a importância da união dos jovens para o desenvolvimento das cooperativas. ''Recebemos uma oportunidade de aprender que nossos pais não tiveram. Como os próprios diretores dizem, estamos plantando agora para colher bons frutos no futuro'', comentou.
A estudante foi uma das escolhidas para representar a Integrada no 13º Encontro Estadual de Jovens Cooperativistas (Jovemcoop), que acontece em julho, em Maringá. Segundo ela, mais de 800 jovens devem participar do evento, que reúne representantes de cooperativas de todo o estado e também do interior de São Paulo.
Exemplo de sucesso O estudante de agronomia José Renato Perles, 19, se entitula empresário rural e já é um dos cooperados da Integrada. Há dois anos ele e um amigo tocam sozinhos um pequeno sítio de quatro alqueires na cidade de Floraí (44 km a noroeste de Maringá), onde cultivam soja e aveia.
''Para os pequenos produtores, o cooperativismo é fundamental, já que sem a cooperativa fica muito difícil comercializar os produtos'', explicou. O estudante empresta do pai os maquinários para plantação e colheita, já as sementes e insumos ele compra na própria cooperativa.
''Fizemos o plano safra pela cooperativa e já obtivemos lucro na última colheita. Para a próxima safra, iremos continuar a parceria com a cooperativa para poder investir o dinheiro guardado em outras áreas'', declarou.


