Atentos ao mercado em expansão, este ano os produtores, através da Apomar, realizaram o primeiro planejamento de plantio. ‘‘Organizamos a produção para garantirmos a oferta de produtos durante o ano inteiro. O plantio está sendo escalonado’’, informa Laudemir Peres. O próximo passo, segundo ele, é ‘‘resolver a logística’’. Parte da produção dos associados da Apomar está comprometida com uma empresa de Curitiba – a cidade é considerada o maior centro consumidor do Estado.
  Os produtores já se organizam para atender a venda direta ao consumidor. Para isso estão de olho no mercado de Londrina. A melhor proposta, na opinião do grupo, é a da criação de feiras específicas como as que existem em Curitiba. ‘‘A secretaria de Agricultura de Londrina está disposta a nos auxiliar’’, diz Peres. ‘‘Temos condições de garantir bons preços para o consumidor’’, completa o produtor Mauroney Aparecido de Andrade, 37 anos. Eles pretendem também participar das feiras da capital.
  Andrade, que se divide entre a atividade de cartorário e a de produtor de orgânicos, já pratica essa venda direta ao consumidor com a entrega de cestas. A produção da chácara de sete hectares é bastante diversificada, o que lhe permite uma boa variedade de ítens. Ele possui 20 clientes fixos para entrega semanal dos produtos. ‘‘Cada cesta com 10 bandejas custa R$ 15’’, informa.
  Mauroney Andrade está investindo na ampliação da produção da chácara, que se encontra em uma região privilegiada – as propriedades vizinhas são destinadas à pecuária, assim, o risco de contaminação por produtos químicos é praticamente nulo. Apenas um vizinho praticava agricultura convencional. Para resolver o problema ele arrendou a propriedade e se prepara para a conversão da área com o plantio de soja.
  A organização dos produtores através da associação, na opinião de Mauroney Andrade abre para a ampliação desse sistema de vendas. ‘‘Um auxilia o outro na oferta constante dos produtos’’, sugere.
  Apesar da empolgação, os produtores admitem que a Associação ainda tem muito trabalho por fazer, especialmente na formação de uma consciência coletiva dos produtores. ‘‘Temos o hábito de pensar em levar vantagem sozinhos, mas isso não nos leva a lugar nenhum. Manter constância de oferta exige organização e coletividade’’, frisa Andrade. (C.G.)

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