Nos últimos três anos, o governo estadual aumentou em 447% o número de vagas nessas instituições, sendo que a rede de colégios agrícolas soma 4.928 estudantes.
A excelência que essas escolas esperam alcançar tem lastro na formação dos professores, engenheiros agrônomos, zootecnistas e veterinários, que se dedicam também à pesquisa.
Uma vocação dos próprios colégios, como o Colégio Agrícola Fernando Costa, de Santa Mariana, que se destaca na pesquisa com os projetos de biodiesel (veja matéria na página ) e cultivares de girassol e algodão coloridos.
Dentro dessa perspectiva, a intenção é também abraçar com novos conhecimentos a própria comunidade - o que atribui um grau maior de importância e influência das escolas profissionalizantes em suas regiões.
O trabalho de extensão rural pretende atingir pequenos produtores dos municípios vizinhos - alguns são pais de alunos - apresentando alternativas viáveis para a agricultura familiar.
Parcerias com instituições de pesquisas, como o Iapar e Embrapa, são passos largos que essas escolas pretendem dar e que podem chegar ainda mais longe através da participação de Organizações Não-Governamentais (ONGs) e empresas.
Acreditando na possibilidade de atender ao mercado regional, além de exportar mão-de-obra para outras regiões do País, o colégio de Cambará pretende criar dois novos cursos técnicos, sendo um em alimentos e outro de açúcar e álcool.
''Na nossa região temos duas empresas na área alimentícia e três usinas de açúcar e álcool, que poderiam atuar como parceiras do colégio, já que estaríamos formando mão-de-obra especializada'', ressalta o vice-auxiliar do Colégio Agrícola de Cambará, Eleandro de Oliveira Silva.
Cursos como o de turismo, do colégio de Santa Mariana, que aponta o foco para o rural, contribuem para que a região desenvolva novos potenciais.
Santa Mariana está na rota turística do café. O curso forma mão-de-obra para atuar em projetos de planejamento turístico, marketing, administração e gerenciamento na área.
''Temos participado de várias reuniões para o desenvolvimento da Rota do Café, que será interessante para a nossa região. Alguns alunos buscam estágios justamente em turismo rural, acreditando nesse potencial'', afirma o diretor Mauro Donizeti Fabian. (F.L.)

mockup