A safra 2015/16 está com a soja plantada no campo e em pleno vapor, mas os produtores já estão de olho no que esta por vir, pensando nas estratégias para 2016/17. Quando se trata de aplicar novas tecnologias, investir em maquinário e analisar o custo benefício das melhores cultivares e híbridos, planejamento é fundamental, ainda mais quando se está em meio a uma economia nacional arrefecida e cheia de incógnitas.
Pensando nesse cenário futuro – sempre com foco na boa produtividade e rentabilidade do produtor - a Agro 100, empresa de agronegócio de Londrina, promove nos dias 19, 20 e 21 de janeiro, na Fazenda Cegonha, o Superagro 2016, evento técnico e de negócios que deve reunir cerca de 3,5 mil produtores. Nesta semana, em entrevista coletiva, a empresa esmiuçou detalhes do evento aos parceiros. No total, participam dos três dias 56 grandes empresas: 28 de insumos, 12 de máquinas, duas do setor automotivo e três de pesquisa e desenvolvimento, sendo elas a Universidade Estadual de Londrina (UEL), Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e Embrapa. A expectativa é que o Superagro 2016 movimente entre R$ 60 milhões e R$ 80 milhões.
O tema deste ano é Terra Planeta Água, em referência à música do compositor Guilherme Arantes, com a ideia de mostrar a importância do elemento químico para o agronegócio e como utilizá-la de forma sustentável. Para fomentar o tema, foi instalado um sistema de irrigação em uma área de 5,3 alqueires de lavouras experimentais, local onde estão plantados 80 híbridos de milho e 60 cultivares de soja para que o produtor possa ter um contato in loco com as novas variedades que serão utilizadas na próxima safra. "Este é o primeiro evento do Brasil que vai ficar em baixo de um sistema de irrigação. Sabemos que cada vez mais o clima está confuso, sem respeitar padrões, e o produtor precisa se garantir utilizando a água de forma eficiente e sustentável", explica o gerente de marketing da Agro 100, Rodrigo Tramontina
Em relação ao potencial produtivo das variedades, Tramontina relata que os híbridos de milho que estão plantados no local do evento podem atingir a marca de 800 sacas por alqueire, enquanto a soja, 230 sacas por alqueire, números excelentes e que animam os produtores a apostar em novas tecnologias. "O que podemos adiantar é que a aposta para o próximo ano são variedades tolerantes a seca, ferrugem e podridão de raízes. Isso estará em evidência porque a safra pede esse tipo de ação. O custo benefício de cada tecnologia é o que vai reger o Superagro 2016".
Além disso, UEL, Embrapa e Iapar terão um espaço no local para apontar as tendências da pesquisa em comparativo ao que o mercado oferece. "Teremos um ambiente de ciência e tecnologia em que essas três entidades vão conseguir fortalecer o evento tecnicamente, mostrando à comunidade agrícola que estamos embasados em pesquisa e não apenas no que as multinacionais oferecem".
Os produtores poderão negociar todos os insumos e a comercialização das próximas safras em condições especiais, principalmente pelo sistema de "barter" (troca dos insumos pela produção futura das suas lavouras), com "trava", protegendo os custos de produção de prováveis oscilações de câmbio e mercado. "Os recursos que vêm dos bancos estão mais caros, com os juros altos e maior dificuldade de captação. Com o sistema de troca fica facilitado a captação desse crédito. Mesmo com a alta do dólar, o aumento dos insumos não acompanharam a elevação dos preços das commodities e este é o melhor momento para realizar as transações", complementa o gerente.

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