'Dá trabalho, mas não é tão pesado'
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sexta-feira, 13 de julho de 2018
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
A família Kawka tem passado por uma transformação desde que o bicho-da-seda ganhou espaço na propriedade, de seis alqueires, em Arapongas. O casal Valter e Sonia Kawka arrenda a área do pai de Valter e até dezembro trabalhava com o plantio de grãos e também na citricultura.
Depois de enfrentar dificuldades, o casal começou a pesquisar com amigos e descobriu a sericicultura. "Um amigo que está há 30 anos na atividade disse que poderíamos entrar (na sericicultura), que seria um bom investimento, com uma renda tranquila".
Eles se animaram e no final do ano passado receberam a visita do técnico da Bratac, que explicou todo o processo de trabalho e relacionamento com a empresa. "A empresa trouxe para a gente um barracão moderno e eu e meu marido construímos a estrutura, investindo em torno de R$ 25 mil. O serviço é tranquilo, dá trabalho, mas não é tão pesado como as pessoas falam, com a renda muito boa. Além disso, posso trabalhar junto com meu marido e meu filho, que está fazendo agronomia, ajuda a gente também", diz Sonia Kawka.
Na primeira safra, a família trabalhou com cerca de 18 mil metros quadrados de amoreira para alimentar os bichos no barracão. No total, fizeram cinco criadas - média de 55 quilos por criada - e receberam prêmio da empresa pela qualidade da seda em todas elas.
"Primeira vez que colocamos, sem experiência nenhuma, pegamos um mês de chuva e mesmo assim conseguimos um bom teor de seda. Nosso lucro líquido ficou em R$ 4.016, preço pago de R$ 23 por quilo e estamos muito contentes", valoriza a produtora. Para a próxima safra, que se inicia em setembro, a família Kawka já ganha um reforço na área das amoreiras, saltando de 18 mil para 26 mil metros quadrados. "Agora estamos estercando a área e em setembro deveremos entrar com cinco a seis caixas do bicho." (V.L.)


