A formação de um sauveiro tem início com a revoada nupcial. É durante o vôo que as formigas fêmeas, popularmente conhecidas como iças ou tanajuras, são fecundadas pelas formigas machos, chamadas de bitus. A formigas saem do ninho, voam juntas, acasala-se no ar. Depois desse ‘‘vôo de amor’’, onde caem as formigas fecundadas começam o novo ninho. Cada ninho pode liberar de 1 mil a 5 mil iças, mas apenas 0,05% conseguem viver e formar um novo sauveiro. Durante a revoada as iças podem alcançar de nove a onze quilômetros.
  Em média, cada iça é fecundada por cinco a oito bitus. Depois do acasalamento os machos morrem. As fêmeas fecundadas livram-se das asas e começam a escavar um canal que dará origem ao formigueiro, explica o técnico da Emater de Mariluz, Antônio de Pádua Andrade Salvado. Dois dias depois da revoada a rainha regorgita o fungo utilizado para a alimentação das saúvas que ela trouxe junto às mandíbulas. Os primeiros ovos são postos entre o quinto e sexto dia após a fecundação. A primeiras larvas, pupas (formigas imaturas) e adultos aparecem 30, 50 e 62 dias após, respectivamente.
  A abertura do primeiro olheiro (buraco por onde as formigas operárias saem para cortar e transportar material) acontece, em média, 87 dias após queda no solo. O segundo orifício aparece 14 meses depois do primeiro. Após 20 meses de fecundação da rainha o sauveiro está com 10 olheiros, aproximadamente.
  O crescimento da colônia abre novas panelas que podem conter matéria viva (como fungo para a alimentação e os ovos), lixo (com vegetais descatados e formigas mortas), a terra retirada da escavação de novas panelas ou canais, ou ainda panelas vazias para ventilação e utilização futura.
  Nos estados do Sul e Sudeste a revoada acontece uma vez por ano em formigueiros adultos entre os meses de outubro a dezembro.(J.W.)

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