Produtor de bicho de seda, soja e trigo, o pequeno produtor Takashi Yoshida decidiu mudar para a fruticultura em 1994, quando a produção de bicho de seda entrou em declínio com o Plano Real. Na propriedade de 23 hectares, 30% é destinado a frutas e verduras (pêssego e tomate).
Ele começou com 650 pés e hoje está com dois mil pés, mil em colheita. No ano passado colheu 28 mil quilos. Este ano, em função do calor a expectativa é de colher 25 mil quilos. Yoshida cultiva ainda 400 pés de nectarina centenária e rubro sol.
Embora a área seja menor, Yoshida afirma que o retorno financeiro obtido com a fruticultura é maior que com a soja. Segundo Edenilson Rampaso da Emater, um hectare de fruticultura dependendo do cuidado do produtor pode equivaler, em retorno econômico, a até 10 alqueires de soja. É possível conseguir entre R$ 3 mil e R$ 4 mil/ha.
Mas para conseguir resultados é preciso trabalhar no pomar o ano inteiro. Yoshida admite que se não fosse o retorno econômica não se dedicaria à cultura do pêssego. ''É muito trabalhoso'', diz. O trabalho no pomar só diminui nos meses de março e abril.
Segundo Rampaso, este é o segredo do sucesso em uma cultura difícil como o pêssego. Yoshida segue as recomendações obtidas a partir de análise de solo para cada cultivar, faz adubação foliar, usa esterco, cuida do pomar após a colheita (período em que a planta armazena energia para a próxima produção).
Após o fim da colheita em novembro é fundamental, segundo o técnico, para segurar folha no pé até o mês de março. ''Se a folha cai, há florada antecipada'', explica. O produtor precisa ainda de cuidado especial com poda de limpeza, tratos fitossanitários. Com todos estes cuidados, Yoshida vai conseguir este ano preços que variam de R$ 1,50 a R$ 2,00 e já está partindo para o sistema adensado. E.P..

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