Guarapuava - Os custos de produção de gado de engorda dependem da estrutura e do sistema de cada produtor, variando de acordo com as intenções do criador, a localização geográfica e até o clima da propriedade. A opinião é do pecuarista Edio Sander, que há 12 anos cria gado no distrito de Entre Rios, em Guarapuava. Ele cita propriedades onde o custo de produção no ano passado foi de R$ 0,92 o quilo. Em outras, o custo chegou a R$ 1,06.
‘‘É muito relativo’’, diz, acrescentando que um animal criado em um local de inverno rigoroso come mais e não engorda, porque utiliza o alimento para se proteger do frio. Mesmo fazendas com realidades semelhantes podem apresentar resultados bem diferentes. Segundo ele, em uma área em Umuarama o custo do quilo produzido é de R$ 0,56. Em outra propriedade com quase a mesma situação o custo subiu para R$ 0,73. ‘‘O que conta é a eficiência de cada produtor’’, ressalta.
Trocando informações
Segundo Sander, não há uma regra única. No caso de confinamento fechado, o custo pode chegar a R$ 1,59 por quilo produzido, o que não significa que essa seja a realidade dos demais confinamentos. De acordo com Edio Sander, só se pode falar em padronização quando se tem o mesmo sistema: a mesma alimentação, mesma origem e o mesmo manejo nas propriedades. Na região, três áreas atingiram custos praticamente iguais. Em duas delas, o custo final fica em R$ 1,05 e em outra em R$ 1,02. O segredo seria a troca de informações, de experiências.
Na produção da carne bovina na região, de um custo total de R$ 1,05 os insumos representam R$ 0,65; a mão de obra, R$ 0,13; os custos de serviços, R$ 0,07 e R$ 0,05 foram custos de manutenção por quilo produzido. ‘‘De maneira geral, os insumos têm o peso maior dentro do custo da pecuária’’, comenta Sander.
Dados de Guarapuava
A pecuária é uma das mais fortes vertentes da economia do município. O clima favorece o crescimento das pastagens e oferece ao produtor inúmeras alternativas de criatórios, seja de gado, suínos, caprinos e ovinos. A qualidade do rebanho bovino da região de Guarapuava é tradicionalmente reconhecida no Paraná e fora dele. Até há alguns anos, 90% do que era produzido no município era ‘‘exportado’’ para o Norte do Paraná ou São Paulo.
Hoje, praticamente todo o bovino é abatido e consumido na região, o que tem representado em torno de 3 mil cabeças/ano. Forte produtora de bezerros, calcula-se que 80% do rebanho regional seja formado por animais da raça charolês.

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