A produção independente de energia elétrica a partir do bagaço de cana tem um custo muito caro, comparado com a produção por hidrelétrica, fator que inviabiliza atualmente a implantação de projetos nesta área. A informação é de Edilson Novak, superintendente da Coordenação de Desenvolvimento Energético da Copel. Além do custo, a sazonalidade da produção do bagaço é outro fator restritivo para a produção deste tipo de energia.
Mas, para o aproveitamento do resíduo da cana, o técnico da Copel aponta duas possibilidades: a discussão junto ao setor de produção de álcool, visando a amapliação da produção de energia junto a suas usinas, para que passem de autoprodutores para produtores independentes. A outra alternativa é a comercialização do bagaço de cana com indústrias da região que utilizam a lenha como combustível. ‘‘Como a lenha vem se tornando um recurso escasso e caro, o bagaço pode substituir muito bem, permitindo inclusive uma melhor administração das nossas reservas florestais’’, diz Novak.
O superintendente da Copel comenta também que os estudos de alternativas como estas continuam e talvez no futuro, quando os custos se equipararem aos da produção de hidrelétricas, elas possam ser utilizadas.(Cristina Côrtes)

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