Curso prioriza a produção sustentável
O curso de agronomia da UEM alcançou um patamar de qualidade graças a opção pela pesquisa e qualificação dos docentes, segundo José Gilberto Sales. ''A comunidade acadêmica se ocupou da ciência e da agronomia, o que possibilitou o crescimento e evolução'', diz o chefe de departamento. E embora esteja em sintonia com a realidade, a pesquisa não é determinada unicamente pela atualidade ou não dos temas. ''Ao contrário, a pesquisa pode embasar soluções para as questões atuais'', afirma o professor Pedro Vidigal.
Na época da criação do curso, o Paraná passava pela transição do café, dizimado pelas geadas, para culturas anuais como a soja. ''A graduação de agronomia foi implantada dentro dos esforços governamentais para atender aquele momento'', explica o professor Humberto Silva Santos.
Segundo o chefe de departamento, o curso passou por um processo evolutivo e hoje a sustentabilidade da agricultura é o foco. ''A agricultura brasileira tem que ser competitiva no mercado internacional'', avalia Santos. Atualmente as demandas são a agricultura de precisão, a biotecnologia, evolução de máquinas e motores.
O curso, na opinião de Sales, deu um salto de qualidade. Na década de 1970 o Brasil fazia a adaptação da agricultura americana. Hoje, porém, o País é referência mundial na agricultura tropical. ''A nossa graduação reflete esse posicionamento e pode ser considerado top'', diz Santos.
O estudante Rodolfo Cézar Bueno, de 20 anos, tem boas expectativas com relação ao curso. Segundo ele, que frequenta o segundo ano, o conhecimento adquirido vai prepará-lo para ser um bom profissional. ''Acho que o trabalho do agrônomo é uma base importante para o país'', afirma. A única ressalva que faz é com relação à falta de professores da área de agronomia para ministrar algumas disciplinas específicas, como climatologia. Bueno ainda não definiu a sua preferência de atuação, mas tem interesse por extensão rural e assistência técnica. (R.C.)





