Profissionais formados pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) são preparados para atuar de forma global no mercado de trabalho. Os zootecnistas têm habilidades para atuar em toda a cadeia produtiva da produção animal e ainda na gestão de recursos da atividade. Desde que foi criado, em 1975, o curso da UEM já formou 1.300 profissionais. O quadro de professores comprova a excelência do curso: são 33 doutores, 1 mestre e desses 18 são bolsistas do CNPq.
Cursos de mestrado e doutorado também põem o curso de zootecnia da UEM numa posição de destaque no Brasil. Todos os anos 24 alunos são admitidos no doutorado e 30 no mestrado. ''Atualmente, há 362 estudantes na graduação e 148 no mestrado e doutorado'', afirma Ulysses Cecato, chefe de departamento.
A pós-graduação oferece cursos nas áreas de nutrição animal, pastagem forragicultura, melhoramento genético animal e biotecnologia. O curso tem reconhecimento de um dos principais programas governamentais. ''A pós-graduação da UEM é a única na área de ciências agrárias no sul do Brasil que tem o conceito 6 no Proex (Programa de Excelência Acadêmica do Capes), comprovado por dois triênios consecutivos'', afirma Geraldo Tadeu dos Santos, coordenador da pós-graduação de zootecnia.
A excelência do curso também resultou na escolha da universidade como sede do Centro Mesorregional de Tecnologia de Leite para o Noroeste, que vai unir pesquisadores da UEM, Universidade Paranaense (Unipar), Centro Universitário de Maringá (Cesumar), Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e cooperativas. O centro, que recebeu recursos de R$ 1,9 milhão do governo estadual, vai funcionar na fazenda experimental da UEM, localizada no distrito de Iguatemi, a 17 quilômetros de Maringá.
Na fazenda experimental são realizadas as principais pesquisas dos cursos de zootecnia e agronomia da UEM. Os 167 hectares da fazenda são ocupados com experimentos sobre bovinocultura de corte, de leite, avicultura, ovinocultura, equinocultura, apicultura, produção de codorna (coturnicultura) e coelhos (cunicultura). Na área de nutrição animal, uma das pesquisas avalia o aproveitamento do alimento no rúmen, por meio de uma fístula aberta no corpo do animal.
As pesquisas com codorna, que buscam linhagens mais produtivas e adaptadas às condições tropicais, recebem apoio do CNPq. Os resultados da pesquisa com coelhos, que conta financiamento do Banco do Brasil, possibilitam que a produção regional alcance status de uma das melhores do país.
De acordo com Orlando Rus Barbosa, coordenador do curso, os alunos e professores de zootecnia contam também com uma estrutura completa de laboratórios, como o de nutrição animal (Lana). ''O curso possibilita a formação integral dos profissionais em áreas como nutrição animal, pastagens, forragicultura, melhoramento genético, bioclimatologia, bem-estar animal, entre outros'', explica. A infraestrutura do cursos será ampliada com um novo bloco de 3 mil metros quadrados, que está em construção. (R.C.)

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