Curso da UEL comemora 25 anos
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sexta-feira, 25 de setembro de 1998
Cláudia Barberato 
O curso de Medicina Veterinária da Universidade Estadual de Londrina (UEL) está completando este ano o Jubileu de Prata. Fundado em 1973, hoje está classificado entre os cinco melhores do País. As avaliações do MEC e da Abril Cultural (Revista Playboy), colocam o curso de Veterinária entre os cinco melhores do País, comemora a chefe do Departamento de Medicina Veterinária Preventina, Mara Regina Stripp Balarin.
Segundo o coordenador do curso de Mestrado em Sanidade Animal, Amaury Alcindo Alfieri, no ano passado, na avaliação do MEC, o curso de Veterinária da UEL recebeu as três notas máximas. A avaliação inclui a qualificação do aluno que está terminando o curso; a titulação do curso, ou seja, o número de professores mestres e doutores; e a dedicação destes docentes aos alunos e ao curso de forma geral.
Na classificação geral, o curso de Londrina ficou entre os melhores junto com as escolas da Universidade de São Paulo, Unesp-Jabotical (SP), campus de Palotina da Universidade Federal do Paraná, e Universidade Luterana do Brasil, de Canoas (RS). Das 60 escolas de Veterinária no Brasil, 35 foram avaliadas pelo MEC, mas apenas cinco tiraram a nota máxima, conta Alfieri.
Corpo acadêmicoO curso de Veterinária tem 60 docentes, dos quais 24 doutores, 29 mestres (cinco são especialistas) e dois graduados em final de mestrado. Até final de 1997 formaram-se 1293 alunos. Atualmente mais 345 acadêmicos estão matriculados.
O curso tem três departamentos: Medicina Veterinária Preventiva, Clínica Veterinária e Zootecnia. O mestrado em Sanidade Aninal, que começou a funcionar em 1992, segundo Alfieri, já somou 17 titulados. Na residência são quatro áreas: Clínica Médica Cirúrgica em Pequenos e Grandes Animais, Medicina Veterinária Preventiva e Patologia Animal.
As linhas de pesquisa englobam os seguintes trabalhos: diarréias neonatais bovinas e suínas; causas infecto-parasitárias de problemas reprodutivos de bovinos e suínos; complexo carrapato-tristeza parasitária bovina; toxoplasmose animal e humana; análises físico-químicas, qualitativas e quantitativas, do leite e produtos lácteos; mastite bovina; desequilíbrios minerais em bovinos; intoxicação por metais pesados em animais domésticos; neoplasias dos animais domésticos; e caracterização molecular e antigênica de patógenos de interesse em medicina veterinária.
Hospital escolaNo Hospital Veterinário (HV), que atende 24 horas, todos os casos são revertidos para aulas na graduação e residência do curso. O HV tem programas de atendimento especial nas áreas de neurologia, medicina toráxica e oftalmológica, informa o professor Hélio Morais. A residência do curso de Veterinária é uma das mais procuradas no País, afirma.
No hospital, segundo Morais, trabalham atualmente 65 pessoas, entre professores e alunos de residência, no atendimento, inclusive cirurgias, que chegam a 10 mil animais/ano. Considerando que um animal volta em média mais três vezes ao hospital, o HV dá 40 mil atendimentos por ano.
Na área de avicultura, especificamente, o curso tem um laboratório credenciado pelo Ministério da Agricultura e Abastecimento (MAA), para diagnóstico das doenças de new casttle e salmonella. No Brasil são apenas dois laboratórios reconhecidos pelo MAA, um em Campinas e o da Universidade de Londrina, afirma Mara Regina.
ComemoraçõesDurante 1998 vários eventos marcaram a comemoração dos 25 anos do curso. Foi lançado o selo de comemoração do Jubileu de Prata e realizado Ciclo Internacional de Palestras, durante a exposição agropecuária, em abril. Está prevista também a publicação, até o final deste ano, de um catálogo de todos os trabalhos científicos realizados nesses 25 anos.
Atualmente a Universidade mantém convênios com instituições de pesquisa do Brasil e do Exterior. Há trabalhos na área de saúde pública, com zoonoses (doenças de animais que são transmitadas ao homem, como toxoplasmose e leptospirose, entre outras); e na área de isolamento de doenças como IBR/BVD.
Outro serviço oferecido pela escola é a Central Regional de Diagnóstico em Saúde Animal (Cerdisa), que reúne laboratórios para exames nas áreas de micrologia, parasitologia, toxicologia e anatomopatologia. Segundo Mara Regina, anualmente são feitos 32 mil exames, provenientes dos Estados de PR, SP, MS, MT, MG, GO, RJ, DF, SC, RS, TO, RO, PE, PA, AC e Paraguai. Só no Paraná o atendimento é feito para 138 municípios.
IntercâmbiosHá ainda prestação de serviços a cinco associações de produtores de bovinos e suínos, cooperativas do Paraná, e participação em projetos de extensão a pequenos produtores rurais, em convênio com Secretaria da Agricultura, Ministério da Agricultura e Emater.
O que diferencia o curso de Londrina dos demais do Brasil, afirma Mara Regina, é que o aluno, além das aulas de currículo normal, mantém contato com práticas de pesquisa e atendimento à comunidade. O estímulo para a participação em projetos faz com que o aluno - reforça o professor Hélio Morais - fique melhor qualificado para enfrentar o mercado de trabalho, em qualquer das áreas que escolher. Por isso a residência é tão procurada por alunos de outras escolas, conclui.


