A cunicultura é a criação racional de coelhos (Oryctologus cuniculis), com finalidade específica de produção de carne, peles e pêlos (lã).
A carne do coelho possui proteína de primeira qualidade com baixo teor de gordura. O rendimento de carcaça varia de 60 a 63% quando abatidos até 80 dias de idade, com peso vivo de 2 quilos.
Oferece peles de ótima qualidade, competindo com a de animais silvestres, com a vantagem de não contribuir para a extinção de espécies preservadas. Os animais devem ser de raças afins e serem abatidos quando as peles estiverem com maturação perfeita.
O coelho participa no fornecimento de lã de textura bem fina, resistente e sobretudo leve, recomendado na confecção de tecidos delicados e bem térmicos.
Por ser originário de regiões mais frias, tem entre 14ºC a 18ºC a sua temperatura ótima. Quando criados em regiões quentes devem ser protegidos dos raios solares e do calor intenso. O ambiente deve ser arejado, sem correntes de ar e, se possível, sem mudanças bruscas de temperatura.
São animais emotivos, deve-se evitar barulhos e manuseio brusco. No acasalamento, que dura alguns segundos, é sempre a fêmea que é levada para a gaiola do macho. Se aceitou facilmente o macho, não há necessidade de um 2º salto.
A alimentação é a base de ração peletizada que pode ser complementada com forragens. Em criações domésticas podem ser utilizadas sobras de alimentos, de hortas e mesmo o uso rações fareladas, mas a produtividade por fêmea/ano irá cair. As fibras são necessárias no processo digestivo para auxiliar no aproveitamento de carboidratos e proteínas.
São animais susceptíveis a estresses. Isso, nos mais novos, pode causar diarréias e levá-los à morte por desidratação. É no período da desmama que existem as maiores perdas na criação. Manejo, alimentação e higiene adequadas pode previnir doenças como enterotoxemia, coccidioses e pasteureloses.
A rentabilidade da cunicultura pode ser melhorada com a venda de subprodutos como vísceras, cérebro, sangue e peles.
Fonte: www.agridata.mg.gov.br

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