A receita obtida com a produção de mandioca no Paraná alcançou quase R$ 400 milhões no ano passado. Dados preliminares do Departamento de Economia Rural (Deral) indicam que o Valor Bruto da Produção (VBP) alcançou uma receita de R$ 392,37 milhões no ano passado, que corresponde a 1,5% de toda a renda bruta gerada pela agropecuária no Paraná.
A maior concentração de mandioca no estado está na região Noroeste, e ocupa uma área total de 175 mil hectares, que produzem 3,7 milhões de toneladas de raiz. A região concentra também a maior parte das indústrias de transformação. O setor é responsável por 65% da produção nacional de fécula, onde o Paraná se destaca como maior produtor. A cultura também é uma grande geradora de mão-de-obra, com 35 mil empregos no campo.
De acordo do Centro Tecnológico da Mandioca (Cetem) o último levantamento realizado no Paraná, em 2004, mostra a existência de 96 farinheiras e 45 indústrias de amido. A atividade emprega cerca de 15 mil trabalhadores, em toda a cadeia produtiva. Só as indústrias de amido empregam 3.500 pessoas. (Veja Quadro).
As indústrias filiadas à Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Manidoca (ABAM) investem regularmente em novos sub-produtos, visando atender aos variados tipos de consumidores, de acordo com as demandas de mercado.
Outra estratégia é a redução de custos de produção, tornando o produto mais competitivo em relação a amidos concorrentes. A busca de novos mercados a partir da diversificação de produtos também é citada entre as medidas adotadas pelas indústrias.
A obrigatoriedade da adição de derivados de mandioca à farinha de trigo também está em tramitação no Congresso Nacional (neste momento, no Senado Federal). O projeto de lei 4.679/01, de autoria do Deputado Federal Aldo Rebelo (PC do B-SP), prevê a obrigatoriedade de adição de derivados de mandioca à farinha de trigo adquiridas pelo Poder Público para atendimento a programas sociais do Governo Federal. (M.O)

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