Cultura gera diversificação das fontes de renda
A produtora Adalgisa Vieira da Silva conheceu a cultura do pinhão manso em 2009 e no mesmo ano iniciou o plantio em sua chácara em Londrina. ''O pinhão manso veio cobrir meu interesse de não deixar nenhuma área descampada'', revela. Na propriedade de 24 mil metros quadrados, localizada na Fazenda da Nata, em Londrina, Adalgisa mantém como principal atividade uma fábrica de pão de queijo, que administra juntamente com produção de milho, amendoim, mandioca, feijão, girassol, café, erva-doce e pasto. Para ela, a inclusão pinhão manso entre as atividades teve como intuito incrementar a produção e a fonte de renda e ainda ampliar a diversificação da propriedade.
Em 16 mil metros quadrados, Adalgisa possui 2.500 pés de pinhão manso e, até o momento, obteve uma produção de 10 litros de óleo. ''Testei o biodiesel nos meus maquinários e no caminhão e aprovei o resultado'', avalia. A produtora espera que a partir do próximo ano, a produção, colhida quatro vezes ao ano, aumente e chegue a níveis comerciais. Com espaçamento de 3 metros por 2,5 metros entre as plantas, Adalgisa usa a área para o plantio das demais culturas. A produtora lembra que o espaço também pode ser usado como pasto para cabritos e ovelhas pois os animais não comem a planta de pinhão manso. ''Outra vantagem é que o pinhão manso faz um sombreamento no campo'', comenta.
A produtora revela que pagou R$ 1 por muda e espera um lucro bruto de R$ 5 mil por ano com a produção. Mesmo com a lavoura jovem e ainda sem atingir todo o potencial da cultura, a agricultora já pensa em expandir. ''Tenho a intensão de desenvolver um apiário na propriedade e a flor do pinhão manso também servirá como matéria-prima'', conta. Para administrar a variedade de produtos, Adalgisa conta com o auxílio de um funcionário.(M.F.)





