Cultura garante bom rendimento
O custo de implantação das seringueiras, segundo o pesquisador do Iapar, Jomar da Paes Pereira, é de R$ 1.800.00/ha incluindo as mudas e os insumos. No plantio convencional cada hectare recebe 500 árvores, obedecendo o espaçamento de 8m x 2,5m.
A cultura pode ser consorciada em todas as fases de sua vida com cultivos anuais ou perenes. ''Dá um casamento perfeito com o café'', destaca. Nesse caso o plantio recebe outro espaçamento com fileiras duplas de seringueiras (4m x 2,5m) numa distância de 16 m uma das outras, num total de 400 árvores/ha.
O pesquisador garente que o consórcio pode ser feito até mesmo com a soja, porque além de proteger o solo, a seringueira promove a ciclagem de nutrientes.
A manutenção da planta é feita com duas adubações e até quatro capinas anuais, além de tratamento fitossanitário se necessário. Entre os principais danos que a planta sofre estão as doenças fúngicas, como o oídio que atacam a seringueira, além de ácaros, percevejos e mandarovás. Em ataques severos essas pragas podem promover uma derrubada das folhas e comprometer a produção.
O início da sangria é indicado a partir dos sete anos, mas o tempo de extração da seringueira é de 30 a 35 anos. Outra vantagem apontada pelo pesquisador é que a coleta pode ser feita durante 10 meses do ano. A extração deve ser interrompida apenas durante dois meses quando há renovação da folhagem.
Para evitar desgaste da árvore, a pesquisa orienta que a sangria seja feita de 4 em 4 dias. Assim, é possível que uma só pessoa cuide de até 4 mil árvores. ''Só a mão-de-obra familiar consegue dar conta da coleta'', garante. O corte é contínuo com a retirada de cerca de 1 centímetro de casca em sistema de meio espiral.
A produtividade anual média por hectare é de 3 t de cernambi (coágulo ou biscoito de borracha). O material rende 53% de borracha pura. As indústrias paulistas estavam pagando cerca de R$ 1,30/kg. Numa propriedade de 4 ha o rendimento mensal fica em torno de R$ 1.500,00.





