Cultura depende de investimento em modernização
O presidente do Sindicato Rural de Apucarana, Jorge Nishikawa, também acompanhou o declínio da cafeicultura. Em 2010, após enfrentar anos de preços baixos e elevado custo de produção, o agricultor erradicou 17 mil pés de café, dos 100 mil que mantinha em sua propriedade desde 1985. Ao observar que as dificuldades eram enfrentadas por vários cafeicultores, Nishikawa, se uniu a outros representantes do setor para solicitar ações governamentais de apoio à cafeicultura paranaense. ''Quando falamos em erradicação parcial do café do Paraná, chamamos a atenção do Ministério da Agricultura. Acredito que com o Plano conseguiremos estancar esse movimento, mas é preciso um programa sério, com levantamento real da situação e definição de ações'', avalia.
Nishikawa sugere a união em ''condomínios'' de cafeicultores para aquisição conjunta de maquinários, de forma a atender o perfil paranaense de pequenos produtores. ''A cafeicultura tem muita história no Paraná e não pode ser apagada dessa forma. A modernização é necessária para manutenção da atividade'', comenta.
''A falta de mão de obra é o principal motivo apontado pelos produtores para não ampliação de área de café ou até para o abandono da atividade'', alerta Paulo Franzini, gerente do Deral de Apucarana. Apesar da dificuldade de acesso dos pequenos produtores, Franzini afirma que a indústria tem desenvolvido um número cada vez maior de maquinários adaptados às pequenas propriedades e linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) têm auxiliado agricultores na aquisição de colheitadeiras.
O gerente do Deral orienta que a manutenção das lavouras precisa ser uma ação regular nos cafezais para qua a atividade se mantenha viável. ''A renovação é um processo contínuo na cafeicultura e deve ser feita todos os anos para que o produtor não enfrente dificuldade. A boa condução da lavoura também é essencial'', ressalta. Franzini lembra que o Plano atua em várias frentes, entre elas o endividamento dos produtores, a renovação das lavouras, a extensão rural e a análise de solos, com o intuito de aumentar o potencial produtivo dos cafezais. ''O produtor deve investir no solo para que a lavoura seja produtiva e, dessa forma, lucrativa também'', esclarece. (M.F.)






