Cultura de ostra nativa é aposta para o Litoral
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Marcela Rocha Mendes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Apesar da produção de pescados do Paraná ser considerada a maior do país, no Litoral o setor sobrevive praticamente de captura. Segundo o responsável pela cadeia de aquicultura e pesca na Emater estadual, Luiz Danilo Muehlmann, a produção de ostra na região é quase insignificante. Ao todo, 9,5 toneladas de mariscos são produzidas ao ano no Litoral. Mas grande parte ainda é resultado de extração.
A cultura de ostra nativa é a grande aposta do órgão para quem sobrevive de pescados em água salgada. Isso em razão da semente de ostra nativa que vem sendo produzida em larga escala pelo Centro de Produção e Propagação de Organismos Marinhos (Cepepom), da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). ''Temos feito testes de Guaratuba a Guaraqueçaba e percebemos que a região tem grande potencial, ambiente adequado. Vai acontecer'', afirma.
Ainda de acordo com Muehlemann, além de ter um bom retorno, a demanda existe. ''A ostra consumida no Paraná é importada de outros Estados e é uma espécie exótica, para muitos com sabor inferior a que podemos produzir aqui. A hora que os produtores decidirem entrar, terão condições plenas de acessar esse mercado'', explica. Não há registros de outros tipos de produção marinha no Litoral do Estado.
Quanto a pesca de captura, desde 2003 não existem dados novos sobre a produção. As principais espécies encontradas no Litoral paranaense são a sardinha, palombeta, curvina, papaterra e gaivira. Os crustácios mais representativos são o camarão 7 barbas e o camarão branco.


