Cultura de altos e baixos
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 20 de junho de 1997
Marcos Zanatta Maringá 
A área de plantio de mandioca na Região Noroeste deve alcançar 35 mil hectares na próxima safra - um crescimento significativo em relação aos últimos anos. A região, explica o agrônomo Antônio Souza dos Santos, da Emater em Paranavaí, já chegou a cultivar 38 mil hectares. Mas também já plantou 16 mil hectares devido à queda no preço do produto. O preço agora está atrativo, apesar de ainda não ter alcançado os índices mais altos. Mesmo assim a mandioca ainda leva vantagem sobre outras culturas, afirma.
Hoje os compradores pagam entre R$ 50 e R$ 53 a tonelada. Há dois meses, lembra Souza, o produto era comercializado até a R$ 70 a tonelada. Mas ainda está em um valor bom, garante. Ele lembra que o custo de produção está hoje em torno de R$ 35 a tonelada, e acha que se o agricultor conseguir até R$ 45 é compensador. A expectativa é que os preços fiquem estabilizados, mesmo no pico da safra.
Santos explica que os produtores continuam no setor. Quem está deixando de plantar são os aventureiros, e com isso a demanda deve ficar dentro da necessidade das indústrias, acredita. Ele afirma também que, com a profissionalização dos mandiocultores, cresce o uso de tecnologia, o que acaba reduzindo os custos de produção.
A preocupação é a falta de área para o cultivo da mandioca. Ele diz que dependendo de como o plantio se comportar, os preços podem aumentar. Hoje 70% das áreas de mandioca da região são arrendadas, e falta terra para atender a demanda, afirma.


