Cultivo orgânico seduz produtores
O sabor da erva mate é o mesmo. O benefício é consumir um produto orgânico. Nosso público constitui-se de pessoas interessadas em qualidade de vida e consumidores de bebidas quentes, diz o empresário Rodrigo Andreoli, gerente da empresa Chás Orgânicos Campo Verde, de Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba. A indústria comercializa 80% de uma linha específica de chás orgânicos aromatizados no mercado interno e o restante no externo.
Desde 1991, a empresa realiza o plantio de erva-mate orgânica, mas começou a atuar como processadora do produto em 2003. É um diferencial perante as outras indústrias, por isso investimos no segmento, embora o custo seja maior, já que a produtividade é menor, explica Andreoli.
Para o produtor Vilmar Ceni, 67 anos, de Chopinzinho, a erva-mate cultivada no sistema orgânico diferencia-se da convencional em todas as etapas da produção: desde o preparo das mudas e tratos culturais até na aplicação de insumos, controle de pragas e doenças, colheita, secagem, armazenagem, transporte, embalagem e comercialização.
Optamos pela produção orgânica da erva-mate em busca de melhores preços e esperamos as compensações para o investimento que fizemos, admite Ceni. Ele investe no mate orgânico desde 1994, quando iniciou a produção de mudas pelo sistema de estaquia, com a ajuda do filho, que é engenheiro florestal.
Este ano, o produtor não pretende atender a demanda regional. O objetivo é encaminhar a produção já certificada pelo Instituto Biodinâmico (IBD), de Botucatu (SP), para outros mercados nacionais e alguns países da Europa e Ásia e ainda os Estados Unidos. Estamos colhendo, cancheando, armazenando e aguardando com-pradores, informa. Ceni processa chá-mate natural ou tostado, em sachês, caixinhas, caixas, sacos ou contêiners. O pedido deve ser feito com 30 dias de antedência, anuncia. (F.G.)





