Cultivo exige mão-de-obra
Um fator limitante na cultura está na dependência da mão-de-obra do plantio à colheita, alerta o pesquisador Sérgio Carvalho. O ensacamento dos frutos, para proteção contra o sol é totalmente manual. ''A ação direta do sol no abacaxi promove queimaduras na casca, interferindo na qualidade do produto''. O processo mais utilizado são folhas de jornal.
Para facilitar o plantio, Carvalho cita que já existem alguns modelos de máquinas para sulcar a terra e cavar os espaços destinados às mudas. Mas ainda não não cobrem a demanda da mão-de-obra.
Itimura não reclama da falta de gente para o trabalho, pois possui um grupo de trabalhadores já acostumados com o serviço. ''Estamos aproveitando as pessoas que ficaram ociosas com o fim da cultura do rami'', afirma.
O Paraná não possui produção de mudas suficiente. Anderson Itimura diz que parte das primeiras mudas foi obtida através do Iapar. Outras plantas vieram da região de Guaraçai (SP) e agora estão sendo multiplicadas na propriedade.
Pelas suas características, o abacaxi torna-se uma excelente opção para a agricultura familiar, ou vilas rurais. ''Mesmo em áreas pequenas podem ser cultivadas boas quantidades de pés de abacaxi''. Ele cita uma experiência que vem sendo realizada em Guaíra e Santa Helena, com o apoio das prefeituras e da Itaipu (ver página 8).
Carvalho destaca ainda as oportunidades de agroindustrialização que a fruta permite. ''Nem todos os abacaxis colhidos apresentam qualidade para comercialização in natura, mas permitem o aproveitamento da polpa, geléias ou compotas''. Continua na pág.8.
SERVIÇO: Os interessados em obter mais informações podem procurar o pesquisador Sérgio Carvalho pelo telefone (43) 3376-2111 ou e-mail: [email protected]





