Cultivo de abobrinha movimenta R$ 101 milhões no Paraná, que é o 4º maior produtor nacional
O Paraná é o quarto maior produtor do Brasil, com 9,3% da colheita nacional
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quinta-feira, 23 de abril de 2026
O Paraná é o quarto maior produtor do Brasil, com 9,3% da colheita nacional

A abobrinha tem sido um dos destaques da resiliência e do dinamismo do agronegócio do paranaense. Segundo o boletim semanal do Deral (Departamento de Economia Rural do Paraná), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, divulgado na quinta-feira (23), a cultura está presente em 358 municípios do Estado e, em 2024, a atividade movimentou um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 101,6 milhões, com a colheita de 50,5 mil toneladas em 2,9 mil hectares. O Paraná é o 4º maior produtor do Brasil, com 9,3% da colheita nacional.
O Núcleo Regional de Curitiba concentra 56,2% da produção estadual (28,4 mil t), com destaque para Cerro Azul, São José dos Pinhais e Colombo. Em Cerro Azul, no Vale do Ribeira, os cultivos em 250 hectares proporcionaram uma colheita de 4,8 mil t e R$ 9,5 milhões de VBP, representando 8,6% da área e 9,4% dos volumes e da renda bruta. Londrina (6,9%) e Maringá (6,2%) são as outras duas cidades com destaque para quantidade colhida.
Segundo o Deral, em se tratando de preços, o setor enfrenta desafios climáticos. Os dados apontam que a estiagem recente elevou as cotações nas unidades da Ceasa (Centrais de Abastecimento do Paraná) em 33,3%, com a caixa de 20 kg da abobrinha verde extra AA chegando ao valor de R$ 80. Na semana anterior e no mesmo período do mês passado, os valores foram de R$ 60 a caixa, representando um aumento de 33,3%.
O engenheiro agrônomo e analista do Deral, Paulo Andrade, explica que a variação se dá pela menor oferta, mas que a cultura é sólida e deve se recuperar. “A nossa produção ocorre o ano inteiro. Observamos os aumentos de preços, geralmente, ao final de maio e no início de julho, em pleno inverno. Nos próximos dias, se não houver uma regularização das chuvas, os preços devem se manter altos. Por outro lado, a partir do segundo semestre, os preços reduzem sistematicamente ao caminhar de uma lavoura normal”, afirma. (Informações da Agência Estadual de Notícias)


Da Redação
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