Cultivares tardias permitem melhor aproveitamento
O pesquisador José Pedro Garcia de Sá explica que há duas opções de aveia, a branca - utilizada pela indústria alimentícia para a produção de flocos do cereal; e a aveia preta, que se destaca como opção de nutrição animal e cobertura verde e, por possuir grãos pequenos, não atrai a indústria alimentícia.
Para a nutrição animal, Sá orienta para o uso das variedades de ciclo tardio (130 dias), pois garantem a oferta de forrageiras por mais tempo. ''Elas cobrem o período das 'vacas magras''', ilustra, referindo-se ao inverno.
O período ideal de plantio fica entre os meses de abril e maio, onde há a ocorrência de chuvas e clima mais ameno. Cinquenta dias após a semeadura, a planta atinge cerca de 30 a 40 centímetros, tamanho ideal para o início do pastejo. Para melhor utilização, ele sugere que o pasto seja dividido em piquetes ou faixas, e o gado deve ser revesado entre eles dando um período de descanso de 30 dias. ''É o tempo suficiente para a rebrota da aveia''. Aproveitando-se do ciclo tardio da planta, esse sistema garante boa nutrição animal durante todo o inverno.
Essa faixas podem ser plantadas fora da área de pastejo e ser dividida com o sistema de cercas elétrica, que segundo Sá, são baratas e fáceis de serem instaladas. Nesse período o pesquisador sugere que o pecuarista invista na recuperação das áreas de pasto, com uma boa dose de adubos.
No Paraná, graças à pesquisa do Iapar, a variedade mais utilizada é a Iapar 61. A cultivar, recordista em ensaios no Estado, entretanto, tem um inconveniente na região Norte. Apesar do bom desenvolvimento das folhas, ela não serve para a produção de sementes. Atenta a isso, a pesquisa lançou este ano outra variedade a IPR 126 que, diferende da Iapar 61, tem boa produção de sementes. Este ano o instituto possui junto a parceiros uma área de 400 hectares para a multiplicação das sementes.





