Cuidados que fazem a diferença
Projeto bem elaborado e a escolha do local adequado para a implantação do aviário são determinantes para o êxito da atividade. ''Deve-se ter cuidado com a orientação do galpão para evitar que o sol entre no seu interior no verão, e avaliar os ventos predominantes na região'', afirma a pesquisadora Valéria Abreu, da Embrapa Suínos e Aves. Devem ser instalados beirais na parte do galpão onde haverá maior incidência de sol. Plantar grama nas imediações do aviário e implantar quebra-ventos também são recomendados.
Os sistemas produtivos da avicultura são altamente dependentes de energia elétrica. Por isso, como enfatiza a pesquisadora, os aviários devem possuir um gerador que garanta o funcionamento do sistema de climatização por pelo menos uma hora, até que o fornecimento da energia seja restabelecido. ''O gerador pode ser movido a óleo diesel ou ser conectado à força de trator'', ensina.
Porém, na emergência de um corte do fornecimento de energia elétrica e sem um gerador, a pesquisadora indica alguns procedimentos que podem minimizar os problemas. ''É importante não deixar a água que abastece o aviário esquentar, diz. Valéria afirma que, se necessário, o produtor pode colocar gelo nas caixas d'água.
Outra alternativa é a interrupção no fornecimento da ração. No caso dos desligamentos de energia programados, a alimentação deve ser retirada cerca de três horas antes do pico de estresse calórico. ''A alimentação acelera o metabolismo da ave, o que aumenta os problemas'', explica. Depois, a oferta da ração pode ser normalizada.
Abrir as cortinas do galpões é outra medida recomendada para minimizar os efeitos do calor, procedimento não indicado para o sistema 'dark house'. A pesquisadora também afirma que no verão deve-se diminuir o número de aves por metro quadrado. ''Mas se no momento do calor, as aves estiverem prostradas ou ofegantes, deve-se evitar a circulação de pessoas entre elas'', enfatiza. (R.C.)





