Cuidados com o conhecimento popular
PUBLICAÇÃO
sábado, 19 de novembro de 2005
Rui Cépil Diniz 
A Fitoterapia, por ser uma prática que envolve conhecimentos populares, está cercada de informações, nem sempre de caráter científico comprovado. Muito do que se ouve ou se lê sobre o assunto, deve ser analisado e confirmado sobre um prisma crítico e avalisado por informações técnicas seguras, e de fontes confiáveis, antes de ser aceito como verdadeiro e utilizado em si próprio ou em outras pessoas.
Mesmo alguns sites e livros, graças a um bom marketing, são aceitos como verdades absolutas, apesar das limitações técnicas de seus autores e fontes de consulta utilizadas.
Então vai aqui uma dica: Procure sempre confirmar as informações adquiridas, seja através de livros, internet, revistas, jornais e conselhos de ''entendidos''. Dê preferência a livros técnicos, escritos por profissionais da área, ou sites oficiais de universidades e outras instituições científicas.
Evite informações adquiridas em sites comerciais, pois eles podem ser tendenciosos, oferecendo verdadeiros ''milagres'' através de seus produtos.
Algumas pessoas podem até estranhar, pois já devem ter utilizado algumas destas plantas, mas que hoje são desaconselhadas para uso interno devido a possíveis efeitos colaterais, como a lista a seguir: Arnica brasileira (Solidago microglossa), Arruda (Ruta graveolens), Aveloz (Euphorbia tirucalli), Babosa (Aloe vera), Cânfora (Arthemisia canphorata), Confrei (Symphitum officinale), Erva de Santa Maria (Chenopodium ambrosioides), Guiné (Petiveria alliacea), Losna (Arthemisia absinthium), Mertiolate (Jatropha curcas), Mirra (Commiphora myrrha).
A planta da semana é o Guaco, velho conhecido da maioria das pessoas. Além ser uma das plantas medicinais mais populares, ela está entre as de maior potencial terapêutico, principalmente em se tratando de doenças respiratórias como asma, bronquite e gripe.
Não devemos nos esquecer que estas doenças, quase sempre estão associadas a fatores desencadeantes ou agravantes (poeira, mofo, fungo, ácaro, fumaça, cheiro forte, pólen, produtos químicos, etc), que devem ser afastados do doente através de cuidados ambientais adequados.
O aumento na ingestão hídrica (água, chás, sucos), a nutrição adequada, e alguns cuidados caseiros também são de grande utilidade para o tratamento destas patologias.


