O empresário Jairo Siqueira alerta que é possível promover ''cambalachos'' com o mel, como a colocação de melados próximos às caixas de coleta. Outra prática, segundo ele muito comum nas esquinas de Londrina, é a venda de mel falsificado em favos. Há quem compre favos de onde o mel já foi extraído e os preenche com melados de açúcar. O cenário repleto de abelhas, segundo ele, sugerem que o produto é puro. Não é.
O verdadeiro mel, informa, fica guardado nos favos. Após a produção de cada alvéolo as abelhas lacram os espaços com uma película, ou pércula, feita a partir da cera. ''Favos abertos ocorrem por dois motivos: ou o mel não está maduro ou não é verdadeiro''. Siqueira faz mais um alerta, vasilhas com mel e abelhas mortas misturadas, ao invés de legitimidade do produto é um forte indicador de falta de higiene no processo de extração.
O empresário destaca que não há técnicas alternativas de se testar o mel, como aquelas que usam palitos de fósforo ou pedaços de jornal. ''O melhor são os testes feitos nas universidades ou então comprar o produto de fontes confiáveis'', orienta. Siqueira garante a qualidade do mel produzido em seu município. ''Coloco minha mão no fogo por todos os apicultores de Ortigueira''.
Há ainda um ''mito'' de que o mel verdadeiro não cristaliza. Siqueira rebate a informação popular, dizendo que a cristalização é um dos primeiros sinais da boa qualidade do produto. Para quem precisa utilizar o mel em sua forma líquida o melhor processo de descristalização é o banho-maria, mas com cuidado para que a água não ferva. ''Mel fervido perde todas as suas propriedades'', afirma.

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