O contrato com os supermercados exige dos produtores a adoção de um manejo ecológico dos animais para evitar resíduos químicos na carne. Por isso, eles utilizam poucos medicamentos, restritos ao período de desmama, quando costuma acontecer muita diarréia. Outro problema enfrentado pelos criadores é a ocorrência de sarna. O controle é feito com lança-chamas (fogo) e alvejante.
  Os criadores devem ter ainda uma atenção especial com a cobertura dos animais. As ninhadas não são tão abundantes como se imagina por causa do estresse da criação em cativeiro. Alguns criadores, como Emelina, fazem a cobertura logo em seguida ao parto, para facilitar a ocorrência de uma nova gestação. Já a criadora Eleuza Juliatto dá um prazo de 15 dias entre o parto e nova cobertura para não estressar as fêmeas.
  Segundo o presidente da cooperativa de criadores, Dirceu do Carmo, para viver exclusivamente da criação de coelhos, o produtor deveria manter entre 300 e 400 matrizes, que permite uma produção de mil animais por mês. ‘‘Este seria o ponto de equilíbrio ideal que estamos buscando’’, admite. Para os novos criadores, Dirceu aconselha o início da criação com poucos investimentos, até conhecer bem os ‘‘vícios do animal’’. (V.C.)

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